Governo avalia impacto dos choques climáticos e reforça aposta no financiamento da economia local e na transformação estrutural

O Governo de Moçambique reconhece que os eventos climáticos extremos registados no início de 2026 introduziram pressões significativas sobre os pressupostos macroeconómicos do País, podendo implicar ajustamentos às metas inicialmente definidas no quadro do planeamento económico nacional. A posição foi expressa pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, em entrevista à Rádio Moçambique, no âmbito do balanço da execução do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) 2025 e da análise preliminar das perspectivas económicas para 2026. Segundo o governante, apesar de avanços assinaláveis em vários domínios, os impactos das cheias — com danos em infra-estruturas, perdas produtivas e perturbações logísticas — alteraram de forma relevante o contexto económico, exigindo uma avaliação multissectorial aprofundada antes da consolidação das projecções para o novo exercício. Execução do PESOE 2025 revela progressos e constrangimentos estruturais No balanço do PESOE 2025, o Ministro destacou que os pilares ligados à unidade nacional, paz, segurança e governação, à transformação social e demográfica e à sustentabilidade ambiental registaram níveis de execução globalmente satisfatórios. Por outro lado, os pilares associados à transformação estrutural da economia e ao desenvolvimento de infra-estruturas apresentaram maiores desafios de execução, em grande medida condicionados pela disponibilidade atempada de recursos financeiros e pela complexidade dos ciclos de contratação pública e implementação de projectos estruturantes. O Governo sublinhou que estes constrangimentos estão a ser abordados através do reforço dos mecanismos de monitoria e avaliação, com o objectivo de acelerar a execução física e financeira dos projectos prioritários e melhorar a eficiência da despesa pública. Estabilidade política e social como base do desenvolvimento económico O Ministro da Planificação e Desenvolvimento enfatizou que, em 2025, uma atenção significativa foi dedicada à consolidação da estabilidade política e social, nomeadamente através da operacionalização do compromisso político para o diálogo nacional inclusivo. Segundo o Executivo, a estabilidade e a segurança constituem pressupostos fundamentais para o desenvolvimento económico, a recuperação da confiança dos agentes económicos e a criação de um ambiente favorável ao investimento produtivo. Financiamento da economia local ganha centralidade na política pública Um dos eixos estratégicos destacados na intervenção do Ministro foi o reforço dos instrumentos de financiamento da economia local, com especial incidência no Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL).

MPD e Ministério para o Desenvolvimento Internacional e África do Reino Unido alinham cooperação para a materialização do Pacto para o Crescimento Económico Inclusivo

O Ministério da Planificação e Desenvolvimento (MPD) e o Ministério para o Desenvolvimento Internacional e África do Reino Unido mantiveram conversações em Maputo com vista ao alinhamento de acções concretas para a materialização do Pacto para o Crescimento Económico Inclusivo, que prevê a mobilização de até 3 mil milhões de dólares em investimento privado. As conversações permitiram harmonizar perspectivas sobre os mecanismos de implementação do Pacto, bem como identificar áreas prioritárias para a sua operacionalização, em alinhamento com os principais instrumentos estratégicos de desenvolvimento de Moçambique, nomeadamente o Plano de Recuperação e Crescimento Económico (PRECE), a Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE), a Estratégia de Financiamento Climático e o Plano Integrado de Investimentos (PII). Durante o encontro, a ministra britânica para o Desenvolvimento Internacional e África, Baronesa Chapman de Darlington, afirmou que Moçambique é um país pelo qual o Governo do Reino Unido tem especial apreço, sublinhando a disponibilidade de Londres para mobilizar os recursos previstos no Pacto e explorar novos horizontes de cooperação que promovam um desenvolvimento sustentável e inclusivo. Por sua vez, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, agradeceu a disponibilidade cooperante do Reino Unido, que classificou como parceiro estratégico do processo de transformação económica de Moçambique, reiterando o compromisso do Governo em assegurar uma implementação coordenada, orientada para resultados e alinhada com as prioridades nacionais.

I Conselho Coordenador Do MPD: Um Exercício Estruturado De Auto-avaliação Institucional E Alinhamento Estratégico

A realização do I Conselho Coordenador do Ministério da Planificação e Desenvolvimento (MPD), entre 03 e 05 de Dezembro de 2025, na Cidade de Maputo, constituiu um exercício deliberado de autoavaliação institucional, concebido para analisar criticamente o percurso recente do Ministério, aferir a eficácia dos seus instrumentos de actuação e ajustar prioridades num contexto económico, social e fiscal particularmente exigente. Desde a sessão de abertura, ficou claro que o Conselho não se limitou ao cumprimento de um formalismo estatutário. Pelo contrário, foi assumido como um espaço de reflexão estratégica profunda, orientado para “olhar a instituição ao espelho”, identificar fragilidades, reconhecer progressos e redefinir a forma como a planificação deve servir, de forma mais efectiva, o desenvolvimento socioeconómico inclusivo e sustentável do País . Auto-avaliação Como Fundamento Da Reforma Institucional Ao longo dos três dias de trabalhos, o MPD procedeu a uma leitura crítica do seu desempenho em 2025, analisando a coerência entre planificação, orçamentação e execução, a qualidade da monitoria e avaliação e a capacidade de transformar planos e estratégias em resultados concretos no terreno . A auto-avaliação evidenciou avanços relevantes, designadamente no reforço do quadro estratégico nacional, com destaque para a ENDE 2025–2044, o PQG 2025–2029, o PRECE, o PII e os programas estruturantes de desenvolvimento territorial. No entanto, foram igualmente reconhecidos constrangimentos persistentes, nomeadamente a fragmentação institucional, limitações na articulação intersectorial e desafios na integração efectiva entre os instrumentos de planificação e os mecanismos de execução e financiamento. Este reconhecimento explícito das limitações institucionais foi assumido como condição necessária para a reforma e modernização do MPD, num contexto em que a pressão por resultados tangíveis e impacto social é crescente. Planificação, Execução E Resultados: Um Desafio Central Um dos eixos centrais da autoavaliação incidiu sobre a necessidade de fechar a cadeia da planificação, assegurando que o que é planificado entra efectivamente no orçamento, que o que é orçamentado é executado e que a execução produz resultados mensuráveis em benefício da população . O Conselho reconheceu que a persistência de lacunas neste ciclo compromete a credibilidade das políticas públicas e reduz o impacto do investimento público, tornando imperativo o reforço dos sistemas de monitoria e avaliação, a adopção de abordagens de gestão baseada em resultados e a utilização mais intensiva de dados e evidência na tomada de decisão. Neste quadro, a criação da carreira de planificador e de monitoria e avaliação, a digitalização dos processos e a consolidação de núcleos técnicos intersectoriais foram identificadas como prioridades institucionais para reforçar a capacidade interna do MPD. O Conselho Coordenador Como Instrumento De Aprendizagem Institucional A própria estrutura do I Conselho Coordenador — combinando sessões plenárias, debates técnicos, grupos de trabalho e momentos de escuta alargada a parceiros externos — reforçou a sua natureza de instrumento de aprendizagem institucional e alinhamento estratégico . A integração das visões das instituições tuteladas, das direcções provinciais, do sector privado, da academia, da sociedade civil e dos órgãos de comunicação social permitiu ao MPD confrontar a sua auto-avaliação interna com percepções externas, enriquecendo o diagnóstico institucional e reforçando a necessidade de uma planificação mais inclusiva, comunicada e orientada para resultados. Uma Oportunidade Para Reforçar O Papel Estratégico Do MPD Ao assumir a auto-avaliação como ponto de partida, o I Conselho Coordenador consolidou-se como uma oportunidade estratégica para reposicionar o MPD enquanto núcleo central da coerência das políticas públicas, da coordenação interinstitucional e da visão de longo prazo do desenvolvimento nacional. Mais do que um balanço retrospectivo, o Conselho afirmou-se como um momento de clarificação do mandato institucional do MPD, reforçando a convicção de que a planificação deve ser um processo vivo, pragmático e permanentemente ajustado às realidades económicas e sociais do País. Neste sentido, o I Conselho Coordenador lançou as bases para uma nova etapa institucional, em que a auto-avaliação contínua, a aprendizagem organizacional e a disciplina na execução assumem um papel central na construção de uma governação económica mais eficaz, coerente e orientada para resultados.

MPD Realiza 1.º Conselho Coordenador e Define Orientações Estratégicas para Impulsionar o Desenvolvimento Nacional

O Ministério da Planificação e Desenvolvimento (MPD) realizou, de 3 a 5 de Dezembro de 2025, o seu 1.º Conselho Coordenador, um encontro de trabalho que avaliou o desempenho institucional do ano e definiu as principais orientações estratégicas para reforçar a coerência da planificação, melhorar a capacidade de execução e consolidar a governação económica e territorial para 2026. O evento reuniu quadros do MPD a todos os níveis, representantes das províncias, instituições tuteladas, parceiros de desenvolvimento, sector privado, academia e sociedade civil. Durante três dias foram debatidos os desafios estruturais que condicionam o funcionamento do sistema de planificação nacional, analisados os resultados obtidos em 2025 e discutidas as reformas necessárias para fortalecer o papel coordenador do Ministério. No discurso de abertura, o Ministro Salim Valá sublinhou a necessidade de reforçar a ligação entre os instrumentos estratégicos e a execução efectiva das políticas públicas, afirmando que “é imperativo eliminar o fosso entre planificar, orçamentar e executar” . Diagnóstico Institucional: Limitações e Desafios Identificados Os debates revelaram que o sistema de planificação continua afectado por fragilidades estruturais que limitam a eficácia das políticas públicas. Entre as principais questões discutidas destacaram-se a insuficiente articulação entre prioridades, orçamentação e execução, que resulta em atrasos e inconsistências na concretização das metas definidas. Foi igualmente reconhecida a necessidade de reforçar a produção e utilização de evidências para apoiar decisões estratégicas. Embora tenham sido registados avanços importantes, persistem limitações no ritmo e qualidade dos dados necessários para monitorar o desempenho económico e territorial. A fragmentação da planificação foi outro ponto central abordado. A articulação plena entre a ENDE, o PQG, o CFMP, o PII, o PESOE e os instrumentos territoriais ainda não se encontra consolidada, o que afecta a coerência global dos processos e contribui para assimetrias regionais. A elevada procura por financiamento no âmbito do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), com mais de 236 mil propostas submetidas, revelou a magnitude das necessidades económicas ao nível distrital e municipal e evidenciou a importância de mecanismos de gestão mais transparentes, inclusivos e tecnologicamente robustos. Orientações Centrais Aprovadas no Conselho O Conselho Coordenador resultou na definição de um conjunto de orientações estratégicas destinadas a melhorar a coerência institucional e reforçar a capacidade de execução do MPD. Entre as decisões centrais figura o compromisso de consolidar a integração entre planificação, orçamento e execução, com medidas específicas previstas para 2026, incluindo a introdução da carreira de Planificador e de Monitoria & Avaliação e o reforço da gestão baseada em resultados no âmbito do SISTAFE. A digitalização dos processos de planificação e monitoria foi igualmente considerada uma prioridade. A necessidade de modernizar sistemas, integrar dados e reforçar a disponibilidade de informação actualizada foi um dos pontos de consenso entre as delegações provinciais, as unidades orgânicas do MPD e as instituições tuteladas. Os programas estruturantes do Ministério foram reafirmados como pilares operacionais do próximo ciclo de governação. O Programa Integrado de Investimentos (PII) continuará a orientar decisões estratégicas relacionadas com setores produtivos, infraestruturas e desenvolvimento territorial. O Programa de Planificação e Finanças Descentralizadas (PPFD 2026–2030) assumirá papel central no reforço das capacidades distritais e municipais, enquanto o Programa de Desenvolvimento Económico Local (PDEL) será aprofundado como instrumento de dinamização económica e inclusão social. A conclusão da plataforma digital do FDEL, prevista para Janeiro de 2026, foi definida como uma medida essencial para garantir maior transparência, credibilidade e eficiência no processo de selecção e monitoria de iniciativas económicas locais. Execução Territorial e Papel das Instituições Tuteladas O desempenho das instituições tuteladas foi analisado com detalhe, tendo sido definidas orientações específicas para melhorar a execução territorial e reforçar a eficácia dos programas implementados. O Instituto Nacional de Estatística (INE) foi mandatado a acelerar processos estratégicos, incluindo a divulgação do IOF 2025, a actualização da cartografia censitária e a preparação do Censo 2027. Os dados produzidos pelo INE serão fundamentais para orientar políticas de combate à pobreza e para garantir maior precisão nos indicadores socioeconómicos nacionais. A Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze (ADVZ) deverá operacionalizar o Plano Especial de Ordenamento Territorial, expandir clusters produtivos e fortalecer programas de financiamento direcionados a iniciativas empresariais regionais. A Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN) foi orientada a avançar com programas que promovam resiliência económica e social, com destaque para o RISE-PS e o Sistema de Gestão de Projectos do Norte, garantindo apoio contínuo a comunidades afectadas por choques económicos e de segurança. O Fundo de Apoio à Reabilitação Económica (FARE) reforçará intervenções de inclusão financeira rural, particularmente através da digitalização das ASACAs, enquanto o MCA-Moçambique deverá intensificar a coordenação com instrumentos nacionais de desenvolvimento para assegurar maior alinhamento estratégico na implementação do Compacto II. Contributos dos Parceiros e Recomendações Externas O sector privado enfatizou a necessidade de maior previsibilidade normativa e de uma coordenação institucional mais eficaz, identificando estes elementos como fundamentais para estimular investimento e geração de emprego. A academia destacou a importância de melhorar a qualidade da planificação e da educação, enquanto a sociedade civil chamou atenção para a urgência de enfrentar assimetrias regionais e reforçar a participação comunitária nos processos de definição de prioridades. Caminho Institucional Para 2026 No encerramento dos trabalhos, o Ministro Salim Valá destacou que o próximo ano exigirá maior rigor na execução, disciplina na monitoria e transparência no reporte dos resultados. Sublinhou ainda que o conjunto de decisões tomadas durante o Conselho deve traduzir-se em melhorias concretas na eficácia das políticas públicas e na capacidade de resposta das instituições em todos os níveis. O MPD entra em 2026 com uma agenda orientada para consolidar a integração institucional, fortalecer sistemas de monitoria e avaliação, assegurar maior transparência no financiamento de iniciativas locais e aprofundar os instrumentos estratégicos que impulsionam o desenvolvimento económico e social. Destaques Principais • Integração planificação–orçamento–execução como prioridade institucional para 2026.• Digitalização dos processos de planificação e monitoria e reforço da gestão baseada em resultados.• Consolidação dos programas estruturantes: PII, PPFD 2026–2030 e PDEL.• Conclusão da plataforma digital do FDEL até Janeiro de 2026.• Reforço do papel das instituições tuteladas na execução territorial.• Necessidade de

I Conselho Coordenador do MPD Destaca Avanços no FDEL e na Economia Nacional

I Conselho Coordenador do MPD Destaca Avanços no FDEL e na Economia Nacional O I Conselho Coordenador do Ministério da Planificação e Desenvolvimento (MPD), destacou, nesta quarta-feira, na cidade de Maputo, os avanços significativos registados no âmbito do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL) e na economia nacional. Realizado sob o lema “Por uma Planificação Orientada para o Desenvolvimento Socioeconómico Inclusivo e Sustentável”, o encontro, que decorre de 03 a 05 de Dezembro, reúne entre outros,  dirigentes, técnicos e parceiros de cooperação, com o objectivo de analisar em conjunto, matérias estratégicas que moldam a visão e a acção da instituição para os próximos anos. Na sessão de abertura, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Cripton Valá, falou da Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE) 2025–2044 e do Programa Quinquenal do Governo (PQG) 2025–2029, tendo, no entanto, destacado que o FDEL recebeu cerca de 236 356 candidaturas para financiamento aos projectos submetidos em todo o País. Para Valá, o FDEL representa um pilar estratégico para dinamizar o empreendedorismo, impulsionar a geração de rendimentos e promover o emprego ao nível local, com especial enfoque na juventude e nas pequenas e médias empresas. A juventude é grupo-alvo prioritário do FDEL, a taxa de participação é de 52,3%, com destaque para a província de Nampula com 25,06% e Niassa com 18,16%. A participação feminina continua a inspirar a nossa atenção, situando-se em 36,8%, contra 63% de projectos submetidos por homens. Em termos provinciais, o destaque vai para Nampula que lidera em número de candidaturas, com 24,3%, seguida de Niassa com 14,9%, Zambézia 12,4%, Inhambane 11,3%, Tete 10,3%, Sofala 10,2% e finalmente a província de Manica com 9,9%, frisou. O governante afirmou que os projectos submetidos totalizam um valor global aproximado de 30 mil milhões de meticais 469,3 milhões de dólares, sendo que a actividade comercial se destaca como principal área de interesse, absorvendo 39,9% das propostas. Seguem-se as actividades agrícolas, com 27,4%, a avicultura 8,7%, serviços 6,99% e por fim a pecuária com 5,18%. O titular da planificação e desenvolvimento, assegurou que neste momento, as comissões de Selecção de Projectos encontram-se a avaliar as candidaturas, segundo a fonte, foram já aprovados 233 projectos em três distritos e uma autarquia que é Derre, na província da Zambézia, Jangamo em Inhambane e Monapo já na província de Nampula, incluindo o distrito e a autarquia. O valor médio atribuído por projecto é de 42 mil meticais (657 dólares), com maior incidência nas áreas de comércio, agricultura e pecuária. A iniciativa integra-se num ecossistema de financiamento produtivo que inclui também o Fundo de Garantia Mutuária, o Fundo de Recuperação Económica, o Banco de Desenvolvimento e a Caixa Económica, com o objectivo de reforçar a sustentabilidade e a independência económica nacional, salvaguardou o dirigente.Top of Form Segundo o dirigente, a previsão é de que até finais de Dezembro de 2025, a economia nacional recupere algum fôlego, depois dos efeitos das tensões pós-eleitorais, que se fizeram sentir no 4º trimestre de 2024 e 1º trimestre de 2025, tendo se registado uma contracção de 3.9% no 1º Trimestre de 2025, seguida de uma contracção de 0,9% no 2º trimestre e de 0,85% no 3º trimestre, contra uma previsão de 2,9% constante no PESOE 2025. No que se refere aos preços, Salim Valá disse que a previsão é de persistência de estabilidade do nível geral de preços, prevendo-se que a inflacção média continue em 1 dígito em 2026, à semelhança do ocorrido em 2025. Para 2026, a projecção inicial de crescimento do PIB fixada em 3,2%, poderá ser revista em baixa, ficando na banda de 2,8%, garantiu. Em termos macroeconómicos, Valá diz haver sinais bastante encorajadores. A inflacção, que chegou a níveis elevados no período pós-pandemia, tem vindo a recuar, tendo sido de 4,8% em Outubro corrente, depois de em Setembro ter estado no patamar de 4,9%, o metical revelou relativa resiliência quando comparado com outras moedas, as reservas internacionais têm sido geridas com prudência e o país tem procurado reforçar a disciplina fiscal, num contexto em que o espaço orçamental é limitado e as necessidades sociais são grandes. O I Conselho Coordenador do MPD configura-se como um fórum de reflexão estratégica, coordenação técnica e harmonização institucional, destinado a reforçar a eficácia da planificação, a qualidade da monitoria e avaliação, e a coerência das políticas públicas orientadas para um desenvolvimento inclusivo e sustentável.

Moçambique Reforça Agenda De Financiamento Climático Para Impulsionar O Desenvolvimento Sustentável

“Precisamos mudar o paradigma — o financiamento climático é uma oportunidade económica, não um custo.”A afirmação é do Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, que falava esta terça-feira, 15 de Outubro de 2025, na abertura da 1.ª Conferência Nacional de Financiamento Climático, realizada em Maputo, sob o lema “Transformando os desafios climáticos em oportunidades de desenvolvimento”. O evento, promovido pelo Ministério da Planificação e Desenvolvimento (MPD), através da Direcção Nacional de Financiamento Climático (DNFC), visa consolidar um diálogo nacional inclusivo sobre os mecanismos financeiros e estratégicos de resposta às mudanças climáticas, promovendo soluções inovadoras para acelerar a transição climática e económica do país. Transformar o desafio climático numa oportunidade económica Na sua intervenção, o Ministro Salim Valá sublinhou a necessidade de o país redefinir a forma como encara o financiamento climático, defendendo que este deve ser tratado como uma oportunidade de investimento no crescimento e na estabilidade fiscal. “O financiamento climático não é uma despesa, é um investimento estratégico no futuro. Precisamos mudar o paradigma e encarar as finanças climáticas como instrumento de crescimento e transformação económica”, afirmou. O governante destacou que as mudanças climáticas têm impacto directo na economia e no bem-estar das populações, exigindo abordagens práticas e estruturadas para fortalecer a resiliência das comunidades e dos sectores produtivos. Estratégia Nacional de Financiamento Climático 2025–2034 Durante o evento, foi apresentada a Estratégia Nacional de Financiamento Climático (ENFC 2025–2034), recentemente aprovada pelo Governo, que estabelece um quadro estratégico e institucional para mobilização de recursos internos e externos destinados à implementação de políticas climáticas sustentáveis. A Estratégia tem como principais objectivos: Segundo o Ministro, Moçambique precisa mobilizar cerca de 37,2 mil milhões de dólares até 2030 para alcançar a resiliência climática plena, conforme estimativas do Banco Mundial. Parcerias e inovação financeira A conferência apresentou exemplos concretos de cooperação e inovação financeira, destacando-se: “Estes modelos demonstram que o financiamento climático é possível e vantajoso. Permite gerar emprego, atrair investimento e reforçar a soberania económica”, destacou o Ministro. Moçambique rumo à liderança regional em finanças verdes O Ministro reafirmou o compromisso do Governo em posicionar Moçambique como referência regional na mobilização de financiamento climático, através de diplomacia económica activa e parcerias estratégicas internacionais. “Temos o conhecimento e a vontade política para liderar. O desafio agora é transformar compromisso em acção”, enfatizou Salim Valá. A 1.ª Conferência Nacional de Financiamento Climático conta com o apoio técnico e financeiro da Enabel (Cooperação Belga) e do FCDO (Governo do Reino Unido), e reúne representantes do Governo, sector privado, sociedade civil, academia e parceiros de cooperação. O evento simboliza o compromisso de Moçambique com a sustentabilidade, a inovação financeira e a integração da agenda climática na estratégia de desenvolvimento nacional, num esforço conjunto para construir um futuro económico mais verde, resiliente e inclusivo.

Conferência Nacional Sobre Financiamento Climático

Moçambique reafirma o seu compromisso com a transição climática justa e o desenvolvimento sustentável com a realização da Conferência Nacional sobre Financiamento Climático, organizada pelo Ministério da Planificação e Desenvolvimento (MPD), através da Direcção Nacional de Financiamento Climático (DNFC).

O evento decorre nos dias 15 e 16 de Outubro, no Hotel Radisson, em Maputo, sob o lema “Transformando os desafios climáticos em oportunidades de desenvolvimento”, reunindo representantes do Governo, sector privado, sociedade civil, academia e parceiros internacionais.

PESOE 2026 É Âncora da Recuperação Económica e da Inclusão Social

Na abertura da 21.ª Sessão do Observatório de Desenvolvimento, decorrido na manha desta sexta-feira, 26/09, em Maputo, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, sublinhou que o PESOE 2026 será o motor da retoma económica, reforçando a resiliência do país e colocando a inclusão social, a dinamização das PME’s e a modernização estrutural no centro da agenda nacional. O Ministro destacou o Observatório como “um instrumento de convergência de ideias e de construção colectiva”, lembrando que este espaço “fortalece a transparência e a prestação de contas, inserindo-se numa governação participativa, inclusiva e de proximidade”. Ao abordar o cenário macroeconómico, Valá apontou os desafios de 2025: “O Produto Interno Bruto contraiu 2,43% no primeiro semestre de 2025, afectando o ambiente de negócios e provocando um forte abalo no tecido empresarial.” Apesar disso, assinalou sinais de recuperação com crescimento anual esperado entre 1,9% e 2,5% e uma previsão de expansão de 3,2% em 2026, suportada pelo gás natural liquefeito, agricultura, energia e serviços. Sustentado por reservas internacionais de 3,8 mil milhões de USD e uma inflação controlada em torno de 3,7%, o país dispõe de bases sólidas para consolidar a retoma. “O PESOE 2026 insere-se num contexto marcado pela necessidade de acelerar a recuperação económica, reforçar a resiliência face aos choques internos e externos e transformar o perfil produtivo do País”, afirmou. No campo estrutural, o Ministro sublinhou que o Governo actua em torno de cinco pilares: unidade e governação, modernização agrícola e industrialização, fortalecimento do capital humano, expansão de infraestruturas e sustentabilidade ambiental. Entre os instrumentos, destacou o Plano de Recuperação e Crescimento Económico (PRECE 2025–2029), com mobilização de 2,75 mil milhões de USD, incluindo 800 milhões para financiar o sector empresarial através de fundos de garantia e desenvolvimento. A dada altura do seu discurso, Valá sublinhou que: “Que este Observatório seja um marco na consolidação de uma cultura de planificação programática e baseada em resultados, transparente e participativa, orientada para o bem estar da população.” E acrescentou: “Para planear com pragmatismo não basta apenas estarmos munidos de boas intenções ou de sonhos grandiosos. Temos de proceder à alocação criteriosa e eficiente dos recursos escassos, investi-los onde possam ter efeitos multiplicativos na economia e sociedade, remover obstáculos ao desenvolvimento e apostar no capital humano e nas infraestruturas.” No fecho, deixou claro que a prioridade para 2026 será “garantir a segurança alimentar, reduzir desigualdades e criar empregos para jovens e mulheres, potenciando as PME’s”.

Moçambique Precisa de 11 Mil Milhões de Dólares por Ano Para Cumprir Objectivos de Desenvolvimento e Reforça Gestão de Recursos Naturais

Moçambique enfrenta um défice estrutural de financiamento estimado em 11 mil milhões de dólares por ano para conseguir atingir os seus compromissos de desenvolvimento sustentável. Paralelamente, o país procura reforçar a gestão de fluxos de recursos naturais como estratégia de resiliência económica, beneficiando directamente as comunidades locais mas enfrentando ainda perdas avultadas devido a práticas ilícitas e comércio ilegal.