MozCommunity Coloca Emprego, Planificação Participativa e Desenvolvimento Territorial no Centro da Transformação do Norte

Programa de US$250 milhões lançado em Pemba pretende fortalecer a participação das comunidades, ampliar oportunidades económicas e melhorar o acesso a infra-estruturas resilientes em Cabo Delgado, Nampula e Niassa, numa abordagem que articula desenvolvimento local, criação de emprego e fortalecimento institucional. O Governo de Moçambique, através do Ministério da Planificação e Desenvolvimento (MPD), lançou, na cidade de Pemba, o MozCommunity — Programa de Emprego, Coesão Social e Resiliência das Comunidades no Norte de Moçambique, numa cerimónia dirigida por Sua Excelência Daniel Francisco Chapo, Presidente da República. Financiado pela Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), do Grupo Banco Mundial, o Programa dispõe de um envelope global de US$250 milhões e será implementado através de uma abordagem programática e faseada nas províncias de Cabo Delgado, Nampula e Niassa. A primeira fase, avaliada em US$100 milhões, deverá estabelecer as bases institucionais, económicas e infra-estruturais da intervenção, enquanto uma segunda fase, de US$150 milhões, permitirá ampliar e consolidar as acções, estando o seu avanço associado à implementação satisfatória e às aprendizagens da etapa inicial. Da Resposta à Emergência Para o Desenvolvimento de Médio e Longo Prazo Na sua intervenção durante a cerimónia, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, destacou que o lançamento representa o culminar de um processo de diálogo político, preparação técnica, auscultação institucional e consulta às comunidades das três províncias. O Ministro enquadrou o MozCommunity como parte de uma evolução na abordagem ao Norte de Moçambique, procurando passar de respostas predominantemente orientadas para a emergência e recuperação imediata para um modelo de desenvolvimento de médio e longo prazo, capaz de enfrentar alguns dos factores económicos, sociais e institucionais associados à fragilidade. “O Programa não parte do princípio de que as comunidades são apenas beneficiárias”, afirmou Salim Valá, sublinhando que as populações deverão participar activamente na identificação dos problemas, definição das prioridades, acompanhamento da execução e preservação dos investimentos. A abordagem assenta, deste modo, na planificação a partir da base, procurando aproximar as decisões públicas das necessidades concretas dos territórios. Comunidades Participam na Definição dos Investimentos O MozCommunity abrangerá os 56 distritos das três províncias do Norte, com intervenções orientadas para comunidades, autoridades locais, mulheres, jovens, deslocados internos, retornados, comunidades de acolhimento e pessoas com deficiência. Os processos de planificação local deverão envolver conselhos consultivos representativos das diferentes comunidades, responsáveis por participar na identificação das prioridades e na selecção dos projectos a integrar nos Planos Distritais de Desenvolvimento Local. Na primeira fase, estão previstas infra-estruturas comunitárias em 80 localidades de Cabo Delgado, Nampula e Niassa. A segunda fase deverá acrescentar outras 120 localidades, elevando para 200 o universo global de intervenção comunitária. Cada investimento deverá considerar aspectos como viabilidade, sustentabilidade, geração de emprego, acessibilidade, disponibilidade de competências e condições para a sua operação e manutenção. Esta orientação procura assegurar que a participação comunitária seja acompanhada por critérios que permitam transformar prioridades locais em investimentos capazes de produzir resultados económicos e sociais duradouros. Emprego Como Resultado do Desenvolvimento A criação de emprego ocupa uma posição central no desenho do Programa. O quadro de resultados estabelece, no horizonte das duas fases, uma meta de 48.550 pessoas beneficiadas através de mais e melhores empregos, provenientes da construção e reabilitação de infra-estruturas, actividades produtivas desenvolvidas pelas famílias, expansão de empresas, formação profissional e funcionamento dos projectos comunitários. Na primeira fase, a meta situa-se em aproximadamente 19.420 beneficiários de empregos de curto, médio e longo prazo. Como referiu Salim Valá, esta orientação associa-se à abordagem Jobs Now, que procura criar empregos no presente enquanto se desenvolvem as competências, instituições e activos produtivos necessários para sustentar oportunidades económicas no futuro. Para o Ministro, a coesão social não resulta apenas do diálogo, mas também da existência de oportunidades concretas para as pessoas desenvolverem capacidades, obterem rendimento e participarem nos processos económicos dos seus territórios. Apoio a Famílias, Jovens e Empresas Locais A componente de inclusão económica e emprego da primeira fase dispõe de US$23 milhões. Deste montante, cerca de US$10 milhões serão canalizados para transferências destinadas a aproximadamente 10 mil famílias vulneráveis, beneficiando um universo estimado em 50 mil pessoas. O modelo pretende combinar protecção social e desenvolvimento produtivo, incentivando as famílias a utilizar os recursos para criar ou ampliar pequenos negócios, adquirir activos produtivos e desenvolver mecanismos de poupança. O Programa deverá também apoiar cerca de 400 empresas socioeconómicas lideradas por mulheres e jovens, através de subvenções destinadas à expansão das actividades e criação de oportunidades de emprego. Metade dos recursos destinados a esta vertente será direccionada para empresas de mulheres, promovendo maior inclusão económica e acesso a financiamento. Formação Orientada Pelas Necessidades do Mercado O MozCommunity prevê igualmente a formação e apoio à inserção profissional de aproximadamente dois mil jovens durante a primeira fase. A capacitação será orientada por avaliações das necessidades do mercado e realizada em articulação com o sector privado, incluindo operadores ligados à energia, agronegócio, turismo, gás, logística e outras cadeias de valor com potencial de crescimento no Norte. Esta orientação estabelece complementaridade com o MozJobs — Skills for Employment and Economic Transformation in Mozambique, programa que procura criar mais e melhores empregos através do fortalecimento do ecossistema nacional de competências. O MozJobs concentra-se nos sectores de energia, agronegócio e turismo e coloca os empregadores no centro da definição, desenvolvimento e avaliação das competências necessárias ao mercado de trabalho. Na perspectiva apresentada pelo Ministro Salim Valá, MozCommunity e MozJobs respondem a dimensões complementares do mesmo desafio: o primeiro parte dos territórios e das economias locais, enquanto o segundo fortalece o sistema de competências e a ligação entre formação e procura de trabalho. US$66 Milhões Para Infra-Estruturas Resilientes A maior componente financeira da primeira fase será destinada à melhoria do acesso a infra-estruturas resilientes. Dos US$100 milhões disponíveis, US$66 milhões serão aplicados na construção e reabilitação de infra-estruturas comunitárias e públicas. O Programa deverá financiar escolas, unidades sanitárias, mercados, sistemas de abastecimento de água, edifícios administrativos e outras infra-estruturas destinadas a melhorar o acesso das populações a serviços e apoiar o desenvolvimento das economias locais. Cerca de 782 mil pessoas deverão beneficiar das infra-estruturas

MPD  REALIZA  AUSCULTAÇÃO PÚBLICA PARA REVISÃO DA POLÍTICA NACIONAL DA POPULAÇÃO

O Ministério da Planificação e Desenvolvimento (MPD) realizou entre os dias 13 e 14 de Agosto de 2026,  na província de Nampula, uma auscultação pública no âmbito do processo de Revisão da Política Nacional da População. O encontro reuniu representantes do Governo, e sectores como, grupo de mulheres, idosos, jovens,sociedade civil, sector privado, academia, líderes religiosos com o objectivo de recolher contribuições que vão ajudar a construir uma política mais inclusiva e eficaz. O evento foi fundamental e serviu para aferir as reais necessidades da população. De acordo com os intervenientes, a Política Nacional da População revista deverá servir como um guia para acelerar o aproveitamento do dividendo demográfico no país, transformando o potencial da população jovem em crescimento económico e desenvolvimento social. A realização da auscultação em Nampula insere-se na estratégia do Governo de descentralizar o debate e garantir que as especificidades regionais sejam incorporadas na nova Política, promovendo maior inclusão, equidade de género e oportunidades para todos os cidadãos.

Moçambique reúne Estado, sociedade civil e parceiros internacionais para definir consensos sobre o desenvolvimento até 2050

O Ministério da Planificação e Desenvolvimento (MPD), em parceria com a Fundação MASC, promove esta quarta-feira (08 de Julho), em Maputo, a Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável de Moçambique, um espaço de reflexão estratégica que pretende avaliar os últimos 25 anos do percurso de desenvolvimento do país, analisar os desafios do presente e construir consensos sobre as prioridades nacionais até 2050. Falando, nesta terça (07 de Julho), durante a conferência de imprensa de apresentação do evento, a Directora Nacional de Desenvolvimento Integrado do MPD, Deodete da Conceição Chachuio, explicou que a iniciativa terá como principal base de análise a Agenda 2025, a Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE) e outros instrumentos de reflexão produzidos por diferentes actores nacionais, incluindo organizações da sociedade civil. Segundo a responsável, o encontro surge como uma plataforma nacional de diálogo destinada a produzir recomendações concretas para reforçar a governação, acelerar o desenvolvimento económico e adaptar as estratégias públicas às novas exigências do país. “Pretende-se olhar para o passado, compreender o presente e perspectivar o futuro, a partir de uma análise inclusiva dos principais instrumentos que orientam o desenvolvimento nacional”, afirmou. A conferência contará com a participação de representantes do Governo, parceiros de cooperação, academia, sector privado, organizações da sociedade civil, juventude e especialistas nacionais e internacionais ligados às áreas de desenvolvimento, economia, governação e planeamento estratégico. De acordo com Deodete Chachuio, o evento será orientado pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, e culminará com a adopção da chamada “Declaração de Maputo”, documento que reunirá os consensos alcançados ao longo das discussões e que deverá servir de referência para a formulação de futuras políticas públicas e planos de acção. A responsável destacou que os consensos produzidos não deverão permanecer apenas no plano das recomendações, mas traduzir-se em medidas concretas sujeitas à monitoria por parte das instituições e da sociedade. “O objectivo é que os consensos sejam operacionalizados em planos de acção concretos e monitorados, permitindo que os cidadãos acompanhem os avanços, identifiquem desafios e contribuam para o aperfeiçoamento das estratégias de desenvolvimento”, sublinhou. Entre os principais temas em debate estarão a governação, a descentralização, o desenvolvimento económico local, a participação da juventude, a resiliência climática e a adaptação dos instrumentos de planeamento aos novos desafios enfrentados pelo país. Segundo o MPD, a necessidade de actualizar permanentemente as estratégias de desenvolvimento tornou-se ainda mais evidente face aos impactos provocados por fenómenos climáticos extremos, como cheias e secas, bem como pelos desafios socioeconómicos emergentes. Por sua vez, a Directora Executiva da Fundação MASC, Maura Martins, considerou que a conferência representa uma oportunidade para promover uma visão partilhada de desenvolvimento, envolvendo todos os sectores da sociedade na construção de soluções para os desafios nacionais. A dirigente destacou que Moçambique enfrenta desafios complexos relacionados com a pobreza, vulnerabilidade social, mudanças climáticas, eventos extremos, crescimento demográfico e criação de oportunidades para a juventude, factores que exigem respostas coordenadas e inclusivas. “Os desafios de desenvolvimento do país não podem ser resolvidos por uma única instituição. Governo, sociedade civil, sector privado, parceiros de cooperação e comunidades devem trabalhar em conjunto para encontrar soluções sustentáveis”, afirmou. Segundo Maura Martins, a sociedade civil desempenha um papel importante na criação de pontes entre as instituições e as comunidades, contribuindo para que as prioridades locais sejam incorporadas nos processos de planificação e implementação das políticas públicas. A conferência terá início às 08h30 com o registo dos participantes e contará com intervenções de representantes do Governo, parceiros internacionais e academia. Entre os momentos centrais destacam-se os painéis dedicados ao diagnóstico estratégico de Moçambique entre 2000 e 2025 e à definição de perspectivas e posicionamento estratégico para o período 2026–2050. O programa inclui ainda apresentações de especialistas de reconhecido mérito nacional e internacional, debates em plenário e sessões de consolidação estratégica, culminando com a leitura da Declaração da Conferência e o encerramento oficial pela Primeira-Ministra da República de Moçambique, Maria Benvinda Levi. A iniciativa enquadra-se nos esforços do Governo para reforçar a participação inclusiva na definição das prioridades nacionais e consolidar uma visão estratégica de longo prazo orientada para um desenvolvimento mais sustentável, resiliente e centrado nas necessidades dos cidadãos.

Moçambique Reúne Lideranças Nacionais e Internacionais Para Debater o Próximo Ciclo de Desenvolvimento

Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável de Moçambique realiza-se esta quarta-feira, 8 de Julho, em Maputo, sob o lema “Do Balanço à Acção – Rumo ao Desenvolvimento Integrado do País”. O Ministério da Planificação e Desenvolvimento realiza, nesta quarta-feira, dia 8 de Julho de 2026, no Centro Cultural Moçambique-China, em Maputo, a Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável de Moçambique, uma plataforma de alto nível destinada a promover um balanço sistemático e rigoroso do percurso de desenvolvimento do País e a consolidar consensos sobre as escolhas estratégicas que devem orientar Moçambique nas próximas décadas. Sob o lema “Do Balanço à Acção – Rumo ao Desenvolvimento Integrado do País”, a Conferência surge num momento particularmente decisivo para a trajectória nacional, marcado pela entrada em vigor da Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025–2044 (ENDE), pela visão do Pensar Moçambique 2050 e pela implementação do Programa Quinquenal do Governo 2025–2029. Mais do que um espaço de reflexão, a iniciativa pretende afirmar-se como um momento nacional de responsabilização colectiva, centrado numa questão essencial: Como transformar os progressos, os recursos e as oportunidades de Moçambique em desenvolvimento inclusivo, sustentável e gerador de bemestar para todos os cidadãos? A Conferência é presidida por Sua Excelência Daniel Francisco Chapo, Presidente da República de Moçambique, e com o encerramento de Sua Excelência Maria Benvinda Levi, Primeira-Ministra da República de Moçambique. Estarão igualmente presentes membros do Governo, académicos, líderes empresariais, representantes da sociedade civil, parceiros de cooperação, jovens, mulheres, membros da diáspora moçambicana, órgãos de comunicação social e especialistas nacionais e internacionais. Entre os convidados de destaque figura o Doutor Akinwumi Ayodeji Adesina, antigo Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, que fará uma comunicação que versará sobre a perspectiva africana e internacional sobre os desafios da transformação estrutural, da mobilização de recursos e do desenvolvimento sustentável. O programa está organizado em torno de dois grandes momentos de debate: (i) o dedicado ao diagnóstico estratégico de Moçambique entre 2000 e 2025, com enfoque nas conquistas alcançadas, nos constrangimentos persistentes e nas lições da Agenda 2025, e; (ii) orientado para a prospectiva e o posicionamento estratégico do País entre 2026 e 2050, com atenção à implementação da Estrategia Nacional de Desenvolvimento (ENDE 2025 – 2044), à diversificação económica, à criação de emprego, à transformação produtiva, à governação, à resiliência climática e ao financiamento do desenvolvimento. Os debates abordarão, entre outros temas, a relação entre crescimento económico e redução da pobreza, a transformação local dos recursos naturais, a industrialização, o papel do sector privado, o emprego jovem, o capital humano, a descentralização, o ambiente de negócios, a transformação digital, as receitas do gás e o Fundo Soberano de Moçambique. A Conferência deverá culminar com a adopção de uma Declaração da Conferência, bem como com a definição de um Mapa de Prioridades de Aceleração e de um Roteiro Nacional de Transformação, instrumentos que deverão contribuir para orientar reformas estruturais, responsabilidades institucionais e mecanismos de acompanhamento no actual ciclo de governação. A iniciativa reafirma o compromisso do Estado moçambicano com uma planificação de longo prazo, participativa e orientada para resultados concretos, colocando no centro do debate a necessidade de assegurar que o crescimento económico se traduza em oportunidades, emprego, coesão social e melhoria efectiva das condições de vida da população. A Conferência integra uma abordagem inclusiva e participativa, assegurando o envolvimento da juventude, das mulheres, da diáspora, do Parlamento Infantil, do sector privado, da academia, dos partidos políticos, das organizações profissionais, dos parceiros de desenvolvimento e dos órgãos de comunicação social, estando previsto no programa intervenções institucionais de alto nível, apresentações temáticas, debates em painel, sessões plenárias e a aprovação da “Declaração da Conferência.

“coesão” e prioridades do Governo

Salim Valá Ministro da Planificação e Desenvolvimento  sobre “coesão” e prioridades do Governo, que devem ser da mesma linha da notícia: O que o Ministro tem dito sobre coesão e prioridades do Governo * Coesão interna como pilar Durante a tomada de posse de novos dirigentes do Ministério, Valá disse que “a coesão interna será o pilar fundamental para assegurar que cada departamento cumpra a sua missão na construção do Estado moçambicano”. . Prioridade: Desenvolvimento inclusivo e redução de desigualdades* O Governo aprovou a ENDE 2025-2044 – Estratégia Nacional de Desenvolvimento. O objetivo é “promover um crescimento económico inclusivo, sustentável, resiliente e justo” com foco na “melhoria da qualidade de vida da população, a redução das desigualdades sociais e regionais”. . Prioridades do PQG 2025-2029* O Programa Quinquenal do Governo foca em: diversificação económica, criação de empregos, modernização de infra-estruturas e gestão sustentável dos recursos naturais. . Outras declarações recentes do Ministro* – Poupança interna: Defendeu mobilizar mais poupança interna e reorientar o sistema financeiro para agricultura e indústria, para acabar com a dependência externa. – Parceria com a China: Disse que Moçambique busca cooperação para “impulsionar a produtividade agrícola, criação de empregos e redução da pobreza rural”. – Acesso ao capital: Afirmou que a democratização do acesso ao capital exige reconhecer o valor da economia informal, porque muitos agricultores e pescadores estão à margem do crédito formal.

MPD Organiza Feira de Saúde Alusiva ao Dia Internacional da Função Pública

feira de saude mpd

O Ministério da Planificação e Desenvolvimento (MPD) realizou na manhã desta  Terça-feira (23), nas instalações da instituição, em Maputo, uma feira de saúde, alusiva ao Dia Internacional da Função Pública, que se assinala hoje dia 23 de Junho de 2026. O evento tinha como objectivo enaltecer a importância dos cuidados de saúde, consciencializando os funcionários para a adopção e manutenção de hábitos de vida saudáveis. A Feira de Saúde do MPD consistiu em sessões de testagem voluntária de HIV/SIDA, medição de pressão arterial e Glicemia. Os funcionários aderiam aos serviços e saudaram a iniciativa sublinhando que foi uma ideia positiva, o desejo é que ocasiões iguais, aconteçam por mais vezes.

Salim Valá Defende Literatura como Pilar do Desenvolvimento de Moçambique

Durante o lançamento do livro “Metamorfoses da Terra”, de Victor Máquina, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento afirmou que uma nação não se constrói apenas com estradas, hospitais e investimentos, mas também com cultura, memória, ética e pensamento crítico. Num tempo em que os debates sobre desenvolvimento costumam concentrar-se em estradas, pontes, energia, investimentos e crescimento económico, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Cripton Valá, lançou nesta quarta-feira, uma reflexão que procura alargar o conceito de progresso nacional. Falando na qualidade de representante de S.Excia. o Presidente da República,  Daniel Francisco Chapo, durante a cerimónia de lançamento da obra, da autoria de Victor Domingos Máquina, realizada na Universidade Politécnica, em Maputo, Valá defendeu que o desenvolvimento de um país não pode ser medido apenas por indicadores económicos, mas também pela capacidade de preservar a sua cultura, valorizar a literatura e fortalecer a sua identidade colectiva. “A terra é muito mais do que uma questão económica ou legal. Para nós, africanos e particularmente para os moçambicanos, a terra é vida, é riqueza, é cultura, é memória, é pertença e é o lugar onde tudo acontece”, afirmou. A intervenção do governante foi muito além de uma simples apresentação literária. Ao comentar a obra, Salim Valá transformou o momento numa reflexão sobre a relação dos moçambicanos com a terra, a identidade cultural e os desafios de desenvolvimento de um país que continua a procurar caminhos para crescer sem perder as suas raízes. Partindo do título do livro, observou que a própria ideia de “metamorfose” remete para as profundas transformações que atravessam as comunidades, os territórios e as sociedades contemporâneas. “A vida está em constante transformação.  As pessoas mudam, as comunidades mudam, a economia muda, a política muda e os territórios também mudam. Algumas mudanças são visíveis, outras acontecem silenciosamente no interior das famílias e das relações humanas”, observou. Para o dirigente, compreender essas transformações é essencial para construir um futuro mais equilibrado e inclusivo. E é precisamente aí que a literatura assume um papel que, muitas vezes, escapa aos debates políticos e económicos. Segundo explicou, os livros possuem uma capacidade singular de captar sentimentos, inquietações e mudanças que frequentemente ficam fora dos relatórios oficiais e das estatísticas. “Há coisas que os números não captam e que os relatórios não conseguem explicar. A literatura entra nesses espaços mais íntimos da experiência humana. Dá rosto às estatísticas, dá voz às emoções e ajuda-nos a compreender melhor quem somos”, defendeu. Desenvolvimento não é apenas crescimento económico Ao longo da sua intervenção, Salim Valá insistiu na necessidade de ampliar a compreensão sobre o significado de desenvolvimento. Na sua visão, um país não se constrói apenas através de obras públicas, investimentos privados ou crescimento do Produto Interno Bruto. “Um país não se constrói apenas com estradas, edifícios, hospitais, escolas ou empresas. Um país também se constrói com ideias, imaginação, cultura, pensamento e capacidade de narrar a sua própria história”, afirmou. O governante alertou que o progresso material, por si só, não garante o fortalecimento de uma nação. Para que o desenvolvimento seja sustentável, deve caminhar lado a lado com a preservação da identidade cultural e dos valores que unem a sociedade. Foi nesse contexto que recuperou uma reflexão do histórico líder tanzaniano Julius Nyerere, uma das figuras mais influentes da construção do pensamento africano pós-independência. “Não me peçam para escolher entre pão e cultura. Eu quero pão e quero cultura. Um povo que perde a sua identidade já perdeu quase tudo”, citou. A mensagem, segundo explicou, continua actual numa época em que muitos países enfrentam o desafio de modernizar as suas economias sem comprometer o património cultural e os valores das suas comunidades. “O desenvolvimento nunca se faz contra a cultura do povo. Faz-se a partir dela”, sublinhou. O valor da escrita e da memória colectiva Num dos momentos mais marcantes da sua intervenção, o Ministro destacou a importância dos escritores na preservação da memória colectiva e na construção da cidadania. Para Valá, escrever um livro continua a ser um acto de coragem num mundo cada vez mais dominado pela velocidade da informação e pela comunicação instantânea. “Muitas pessoas têm ideias, mas nem todas têm a coragem de transformá-las em palavras e partilhá-las com os outros. Escrever exige disciplina, persistência e generosidade”, afirmou. Na sua leitura, cada livro acrescenta uma nova peça ao património intelectual do país e oferece novas formas de compreender a sociedade. “Os escritores ajudam-nos a conhecer melhor o país, a preservar a memória, a compreender as mudanças do nosso tempo e a imaginar o futuro que queremos construir”, referiu. O titular da planificação e desenvolvimento, considera que uma sociedade que lê, reflecte e debate as suas próprias realidades está melhor preparada para enfrentar desafios e construir soluções duradouras. Um apelo à juventude Dirigindo-se particularmente aos jovens presentes no auditório, Salim Valá fez um apelo para o fortalecimento dos hábitos de leitura, classificando-os como uma ferramenta essencial para o desenvolvimento humano e intelectual. “Leiam. Leiam sempre que puderem. Leiam os nossos autores. Leiam Moçambique. Leiam o mundo”, exortou. Segundo afirmou, a leitura continua a ser uma das formas mais eficazes de ampliar horizontes, desenvolver pensamento crítico e compreender a diversidade de experiências humanas. O governante defendeu igualmente que famílias, escolas, universidades, bibliotecas e instituições públicas assumam um papel mais activo na promoção da leitura e da produção literária nacional. “Cada livro que nasce é uma porta que se abre. Cabe-nos atravessar essa porta, pensar mais, dialogar mais e valorizar mais os nossos autores”, declarou. Um livro sobre transformação A obra Metamorfoses da Terra, de Victor Máquina, foi apresentada como uma reflexão sobre as mudanças que moldam os territórios, as comunidades e as identidades humanas. Ao comentar o conteúdo da publicação, Salim Valá considerou que o livro surge num momento oportuno, ao convidar os leitores a reflectirem sobre a relação entre as pessoas e a terra que habitam, bem como sobre os processos de mudança social, económica e cultural que marcam o Moçambique contemporâneo. “Este livro deixa de pertencer apenas ao seu autor. Passa