Moçambique reúne Estado, sociedade civil e parceiros internacionais para definir consensos sobre o desenvolvimento até 2050

O Ministério da Planificação e Desenvolvimento (MPD), em parceria com a Fundação MASC, promove esta quarta-feira (08 de Julho), em Maputo, a Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável de Moçambique, um espaço de reflexão estratégica que pretende avaliar os últimos 25 anos do percurso de desenvolvimento do país, analisar os desafios do presente e construir consensos sobre as prioridades nacionais até 2050. Falando, nesta terça (07 de Julho), durante a conferência de imprensa de apresentação do evento, a Directora Nacional de Desenvolvimento Integrado do MPD, Deodete da Conceição Chachuio, explicou que a iniciativa terá como principal base de análise a Agenda 2025, a Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE) e outros instrumentos de reflexão produzidos por diferentes actores nacionais, incluindo organizações da sociedade civil. Segundo a responsável, o encontro surge como uma plataforma nacional de diálogo destinada a produzir recomendações concretas para reforçar a governação, acelerar o desenvolvimento económico e adaptar as estratégias públicas às novas exigências do país. “Pretende-se olhar para o passado, compreender o presente e perspectivar o futuro, a partir de uma análise inclusiva dos principais instrumentos que orientam o desenvolvimento nacional”, afirmou. A conferência contará com a participação de representantes do Governo, parceiros de cooperação, academia, sector privado, organizações da sociedade civil, juventude e especialistas nacionais e internacionais ligados às áreas de desenvolvimento, economia, governação e planeamento estratégico. De acordo com Deodete Chachuio, o evento será orientado pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, e culminará com a adopção da chamada “Declaração de Maputo”, documento que reunirá os consensos alcançados ao longo das discussões e que deverá servir de referência para a formulação de futuras políticas públicas e planos de acção. A responsável destacou que os consensos produzidos não deverão permanecer apenas no plano das recomendações, mas traduzir-se em medidas concretas sujeitas à monitoria por parte das instituições e da sociedade. “O objectivo é que os consensos sejam operacionalizados em planos de acção concretos e monitorados, permitindo que os cidadãos acompanhem os avanços, identifiquem desafios e contribuam para o aperfeiçoamento das estratégias de desenvolvimento”, sublinhou. Entre os principais temas em debate estarão a governação, a descentralização, o desenvolvimento económico local, a participação da juventude, a resiliência climática e a adaptação dos instrumentos de planeamento aos novos desafios enfrentados pelo país. Segundo o MPD, a necessidade de actualizar permanentemente as estratégias de desenvolvimento tornou-se ainda mais evidente face aos impactos provocados por fenómenos climáticos extremos, como cheias e secas, bem como pelos desafios socioeconómicos emergentes. Por sua vez, a Directora Executiva da Fundação MASC, Maura Martins, considerou que a conferência representa uma oportunidade para promover uma visão partilhada de desenvolvimento, envolvendo todos os sectores da sociedade na construção de soluções para os desafios nacionais. A dirigente destacou que Moçambique enfrenta desafios complexos relacionados com a pobreza, vulnerabilidade social, mudanças climáticas, eventos extremos, crescimento demográfico e criação de oportunidades para a juventude, factores que exigem respostas coordenadas e inclusivas. “Os desafios de desenvolvimento do país não podem ser resolvidos por uma única instituição. Governo, sociedade civil, sector privado, parceiros de cooperação e comunidades devem trabalhar em conjunto para encontrar soluções sustentáveis”, afirmou. Segundo Maura Martins, a sociedade civil desempenha um papel importante na criação de pontes entre as instituições e as comunidades, contribuindo para que as prioridades locais sejam incorporadas nos processos de planificação e implementação das políticas públicas. A conferência terá início às 08h30 com o registo dos participantes e contará com intervenções de representantes do Governo, parceiros internacionais e academia. Entre os momentos centrais destacam-se os painéis dedicados ao diagnóstico estratégico de Moçambique entre 2000 e 2025 e à definição de perspectivas e posicionamento estratégico para o período 2026–2050. O programa inclui ainda apresentações de especialistas de reconhecido mérito nacional e internacional, debates em plenário e sessões de consolidação estratégica, culminando com a leitura da Declaração da Conferência e o encerramento oficial pela Primeira-Ministra da República de Moçambique, Maria Benvinda Levi. A iniciativa enquadra-se nos esforços do Governo para reforçar a participação inclusiva na definição das prioridades nacionais e consolidar uma visão estratégica de longo prazo orientada para um desenvolvimento mais sustentável, resiliente e centrado nas necessidades dos cidadãos.
Moçambique Reúne Lideranças Nacionais e Internacionais Para Debater o Próximo Ciclo de Desenvolvimento

Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável de Moçambique realiza-se esta quarta-feira, 8 de Julho, em Maputo, sob o lema “Do Balanço à Acção – Rumo ao Desenvolvimento Integrado do País”. O Ministério da Planificação e Desenvolvimento realiza, nesta quarta-feira, dia 8 de Julho de 2026, no Centro Cultural Moçambique-China, em Maputo, a Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável de Moçambique, uma plataforma de alto nível destinada a promover um balanço sistemático e rigoroso do percurso de desenvolvimento do País e a consolidar consensos sobre as escolhas estratégicas que devem orientar Moçambique nas próximas décadas. Sob o lema “Do Balanço à Acção – Rumo ao Desenvolvimento Integrado do País”, a Conferência surge num momento particularmente decisivo para a trajectória nacional, marcado pela entrada em vigor da Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025–2044 (ENDE), pela visão do Pensar Moçambique 2050 e pela implementação do Programa Quinquenal do Governo 2025–2029. Mais do que um espaço de reflexão, a iniciativa pretende afirmar-se como um momento nacional de responsabilização colectiva, centrado numa questão essencial: Como transformar os progressos, os recursos e as oportunidades de Moçambique em desenvolvimento inclusivo, sustentável e gerador de bemestar para todos os cidadãos? A Conferência é presidida por Sua Excelência Daniel Francisco Chapo, Presidente da República de Moçambique, e com o encerramento de Sua Excelência Maria Benvinda Levi, Primeira-Ministra da República de Moçambique. Estarão igualmente presentes membros do Governo, académicos, líderes empresariais, representantes da sociedade civil, parceiros de cooperação, jovens, mulheres, membros da diáspora moçambicana, órgãos de comunicação social e especialistas nacionais e internacionais. Entre os convidados de destaque figura o Doutor Akinwumi Ayodeji Adesina, antigo Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, que fará uma comunicação que versará sobre a perspectiva africana e internacional sobre os desafios da transformação estrutural, da mobilização de recursos e do desenvolvimento sustentável. O programa está organizado em torno de dois grandes momentos de debate: (i) o dedicado ao diagnóstico estratégico de Moçambique entre 2000 e 2025, com enfoque nas conquistas alcançadas, nos constrangimentos persistentes e nas lições da Agenda 2025, e; (ii) orientado para a prospectiva e o posicionamento estratégico do País entre 2026 e 2050, com atenção à implementação da Estrategia Nacional de Desenvolvimento (ENDE 2025 – 2044), à diversificação económica, à criação de emprego, à transformação produtiva, à governação, à resiliência climática e ao financiamento do desenvolvimento. Os debates abordarão, entre outros temas, a relação entre crescimento económico e redução da pobreza, a transformação local dos recursos naturais, a industrialização, o papel do sector privado, o emprego jovem, o capital humano, a descentralização, o ambiente de negócios, a transformação digital, as receitas do gás e o Fundo Soberano de Moçambique. A Conferência deverá culminar com a adopção de uma Declaração da Conferência, bem como com a definição de um Mapa de Prioridades de Aceleração e de um Roteiro Nacional de Transformação, instrumentos que deverão contribuir para orientar reformas estruturais, responsabilidades institucionais e mecanismos de acompanhamento no actual ciclo de governação. A iniciativa reafirma o compromisso do Estado moçambicano com uma planificação de longo prazo, participativa e orientada para resultados concretos, colocando no centro do debate a necessidade de assegurar que o crescimento económico se traduza em oportunidades, emprego, coesão social e melhoria efectiva das condições de vida da população. A Conferência integra uma abordagem inclusiva e participativa, assegurando o envolvimento da juventude, das mulheres, da diáspora, do Parlamento Infantil, do sector privado, da academia, dos partidos políticos, das organizações profissionais, dos parceiros de desenvolvimento e dos órgãos de comunicação social, estando previsto no programa intervenções institucionais de alto nível, apresentações temáticas, debates em painel, sessões plenárias e a aprovação da “Declaração da Conferência.
MPD Organiza Feira de Saúde Alusiva ao Dia Internacional da Função Pública

O Ministério da Planificação e Desenvolvimento (MPD) realizou na manhã desta Terça-feira (23), nas instalações da instituição, em Maputo, uma feira de saúde, alusiva ao Dia Internacional da Função Pública, que se assinala hoje dia 23 de Junho de 2026. O evento tinha como objectivo enaltecer a importância dos cuidados de saúde, consciencializando os funcionários para a adopção e manutenção de hábitos de vida saudáveis. A Feira de Saúde do MPD consistiu em sessões de testagem voluntária de HIV/SIDA, medição de pressão arterial e Glicemia. Os funcionários aderiam aos serviços e saudaram a iniciativa sublinhando que foi uma ideia positiva, o desejo é que ocasiões iguais, aconteçam por mais vezes.
Salim Valá Defende Literatura como Pilar do Desenvolvimento de Moçambique

Durante o lançamento do livro “Metamorfoses da Terra”, de Victor Máquina, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento afirmou que uma nação não se constrói apenas com estradas, hospitais e investimentos, mas também com cultura, memória, ética e pensamento crítico. Num tempo em que os debates sobre desenvolvimento costumam concentrar-se em estradas, pontes, energia, investimentos e crescimento económico, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Cripton Valá, lançou nesta quarta-feira, uma reflexão que procura alargar o conceito de progresso nacional. Falando na qualidade de representante de S.Excia. o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, durante a cerimónia de lançamento da obra, da autoria de Victor Domingos Máquina, realizada na Universidade Politécnica, em Maputo, Valá defendeu que o desenvolvimento de um país não pode ser medido apenas por indicadores económicos, mas também pela capacidade de preservar a sua cultura, valorizar a literatura e fortalecer a sua identidade colectiva. “A terra é muito mais do que uma questão económica ou legal. Para nós, africanos e particularmente para os moçambicanos, a terra é vida, é riqueza, é cultura, é memória, é pertença e é o lugar onde tudo acontece”, afirmou. A intervenção do governante foi muito além de uma simples apresentação literária. Ao comentar a obra, Salim Valá transformou o momento numa reflexão sobre a relação dos moçambicanos com a terra, a identidade cultural e os desafios de desenvolvimento de um país que continua a procurar caminhos para crescer sem perder as suas raízes. Partindo do título do livro, observou que a própria ideia de “metamorfose” remete para as profundas transformações que atravessam as comunidades, os territórios e as sociedades contemporâneas. “A vida está em constante transformação. As pessoas mudam, as comunidades mudam, a economia muda, a política muda e os territórios também mudam. Algumas mudanças são visíveis, outras acontecem silenciosamente no interior das famílias e das relações humanas”, observou. Para o dirigente, compreender essas transformações é essencial para construir um futuro mais equilibrado e inclusivo. E é precisamente aí que a literatura assume um papel que, muitas vezes, escapa aos debates políticos e económicos. Segundo explicou, os livros possuem uma capacidade singular de captar sentimentos, inquietações e mudanças que frequentemente ficam fora dos relatórios oficiais e das estatísticas. “Há coisas que os números não captam e que os relatórios não conseguem explicar. A literatura entra nesses espaços mais íntimos da experiência humana. Dá rosto às estatísticas, dá voz às emoções e ajuda-nos a compreender melhor quem somos”, defendeu. Desenvolvimento não é apenas crescimento económico Ao longo da sua intervenção, Salim Valá insistiu na necessidade de ampliar a compreensão sobre o significado de desenvolvimento. Na sua visão, um país não se constrói apenas através de obras públicas, investimentos privados ou crescimento do Produto Interno Bruto. “Um país não se constrói apenas com estradas, edifícios, hospitais, escolas ou empresas. Um país também se constrói com ideias, imaginação, cultura, pensamento e capacidade de narrar a sua própria história”, afirmou. O governante alertou que o progresso material, por si só, não garante o fortalecimento de uma nação. Para que o desenvolvimento seja sustentável, deve caminhar lado a lado com a preservação da identidade cultural e dos valores que unem a sociedade. Foi nesse contexto que recuperou uma reflexão do histórico líder tanzaniano Julius Nyerere, uma das figuras mais influentes da construção do pensamento africano pós-independência. “Não me peçam para escolher entre pão e cultura. Eu quero pão e quero cultura. Um povo que perde a sua identidade já perdeu quase tudo”, citou. A mensagem, segundo explicou, continua actual numa época em que muitos países enfrentam o desafio de modernizar as suas economias sem comprometer o património cultural e os valores das suas comunidades. “O desenvolvimento nunca se faz contra a cultura do povo. Faz-se a partir dela”, sublinhou. O valor da escrita e da memória colectiva Num dos momentos mais marcantes da sua intervenção, o Ministro destacou a importância dos escritores na preservação da memória colectiva e na construção da cidadania. Para Valá, escrever um livro continua a ser um acto de coragem num mundo cada vez mais dominado pela velocidade da informação e pela comunicação instantânea. “Muitas pessoas têm ideias, mas nem todas têm a coragem de transformá-las em palavras e partilhá-las com os outros. Escrever exige disciplina, persistência e generosidade”, afirmou. Na sua leitura, cada livro acrescenta uma nova peça ao património intelectual do país e oferece novas formas de compreender a sociedade. “Os escritores ajudam-nos a conhecer melhor o país, a preservar a memória, a compreender as mudanças do nosso tempo e a imaginar o futuro que queremos construir”, referiu. O titular da planificação e desenvolvimento, considera que uma sociedade que lê, reflecte e debate as suas próprias realidades está melhor preparada para enfrentar desafios e construir soluções duradouras. Um apelo à juventude Dirigindo-se particularmente aos jovens presentes no auditório, Salim Valá fez um apelo para o fortalecimento dos hábitos de leitura, classificando-os como uma ferramenta essencial para o desenvolvimento humano e intelectual. “Leiam. Leiam sempre que puderem. Leiam os nossos autores. Leiam Moçambique. Leiam o mundo”, exortou. Segundo afirmou, a leitura continua a ser uma das formas mais eficazes de ampliar horizontes, desenvolver pensamento crítico e compreender a diversidade de experiências humanas. O governante defendeu igualmente que famílias, escolas, universidades, bibliotecas e instituições públicas assumam um papel mais activo na promoção da leitura e da produção literária nacional. “Cada livro que nasce é uma porta que se abre. Cabe-nos atravessar essa porta, pensar mais, dialogar mais e valorizar mais os nossos autores”, declarou. Um livro sobre transformação A obra Metamorfoses da Terra, de Victor Máquina, foi apresentada como uma reflexão sobre as mudanças que moldam os territórios, as comunidades e as identidades humanas. Ao comentar o conteúdo da publicação, Salim Valá considerou que o livro surge num momento oportuno, ao convidar os leitores a reflectirem sobre a relação entre as pessoas e a terra que habitam, bem como sobre os processos de mudança social, económica e cultural que marcam o Moçambique contemporâneo. “Este livro deixa de pertencer apenas ao seu autor. Passa
Moçambique Defende No Fragility Forum 2026 Uma Abordagem Integrada Entre Combate À Pobreza E Fortalecimento Institucional

O Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Sua Excelência Salim Cripton Valá, participou, esta semana, no Fragility Forum 2026 , promovido pelo Grupo Banco Mundial, em Washington D.C., Estados Unidos da América, onde apresentou a visão e experiência de Moçambique sobre os desafios e oportunidades do desenvolvimento em contextos de fragilidade, conflito e vulnerabilidade. A participação do Ministro ocorreu no painel subordinado ao tema “Pragmatismo Baseado em Princípios: Lições Práticas Para Viabilizar o Compromisso Governamental em Situações de Fragilidade, Conflito e Violência” , que reuniu representantes governamentais, especialistas internacionais e parceiros de desenvolvimento para debater estratégias que permitam acelerar o desenvolvimento sustentável em países confrontados com desafios estruturais complexos. Na sua intervenção, Sua Excelência Salim Valá defendeu que o financiamento ao desenvolvimento não deve ser encarado como uma escolha entre responder às necessidades das populações mais vulneráveis e fortalecer as instituições públicas. Segundo o Ministro, estas duas dimensões devem caminhar em simultâneo para assegurar resultados sustentáveis e transformadores. O governante sublinhou que as necessidades sociais devem orientar onde os investimentos devem ser realizados, enquanto o compromisso governamental e o fortalecimento institucional devem orientar a forma como esses investimentos são implementados, monitorad os e transformados em benefícios concretos para os cidadãos. Durante o debate, o Ministro apresentou indicadores que ilustram os desafios e as oportunidades de desenvolvimento de Moçambique, destacando que o país continua empenhado em acelerar a redução da pobreza, combater as desigualdades sociais, criar mais empregos de qualidade, promover o empreendedorismo, apoiar as micro, pequenas e médias empresas e reforçar a capacidade do Estado para prestar melhores serviços públicos. Salim Valá enfatizou igualmente a importância estratégica do dividendo demográfico, recordando que cerca de 80 por cento da população moçambicana tem menos de 35 anos, o que exige uma aposta reforçada na educação, qualificação profissional, inovação, empreendedorismo e inclusão económica dos jovens. O Ministro destacou ainda que as prioridades apresentadas no Fragility Forum encontram-se plenamente alinhadas com aEstratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE 2025 –2044), instrumento orientador da transformação económica e social do país, que preconiza um crescimento económico inclusivo, de base larga e diversificada, com especial enfoque na juventude, nas zonas rurais e no fortalecimento do sector privado nacional. Na ocasião, Sua Excelência Salim Valá defendeu que o sucesso das reformas depende da existência de uma visão nacional partilhada, de instituições sólidas e de uma forte apropriação das políticas públicas pelos diferentes actores da sociedade. O governante apelou igualmente aos parceiros internacionais para continuarem a apoiar os países em desenvolvimento através de mecanismos de financiamento previsíveis, de longo prazo e orientados para o fortalecimento das capacidades institucionais, por for ma a garantir que os investimentos realizados produzam impactos duradouros na vida das populações. A participação de Moçambique no Fragility Forum 2026 permitiu partilhar experiências nacionais, reforçar o diálogo com parceiros internacionais e reafirmar o compromisso do país com a promoção do desenvolvimento inclusivo, da resiliência económica e da transformação estrutural sustentável
Salim Valá Destaca Moçambique Como Parceiro Estratégico Da CoreiaDo Sul E Reforça Oportunidades De Cooperação EconómicaSeul, República da Coreia

O Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Cripton Valá, reafirmou o compromisso de Moçambique com o aprofundamento das relações económicas e de cooperação com a República da Coreia, destacando o país como um parceiro estratégico para a concretização dosobjectivos nacionais de industrialização, transformação económica e desenvolvimento sustentável. As declarações foram feitas no âmbito da participação de Moçambique na Reunião Ministerial Coreia-África, que decorre em Seul sob o lema “Parceria Para Respostas Conjuntas Aos Desafios Globais”, reunindo representantes governamentais de cinquenta países africanos, organizações regionais africanas e altas entidades governamentais sul-coreanas. Numa entrevista concedida à agência noticiosa Yonhap, o Ministro Salim Valá sublinhou que Moçambique oferece condições singulares para o investimento estrangeiro, destacando a abundância de recursos naturais, a localização geoestratégica privilegiada, a juventude da sua população e o elevado potencial de crescimento económico de longo prazo. O governante destacou igualmente que a experiência da República da Coreia, enquanto caso de sucesso de transformação económica e industrialização, constitui uma referência importante para-Moçambique, sobretudo nas áreas da indústriatransformadora, infra-estruturas, engenharia, energia, tecnologias digitais, construção naval e formação técnico-profissional. LNG e Industrialização No Centro Das Oportunidades No domínio energético, o Ministro destacou a importância estratégica dos projectos de gás natural em curso no país, em particular o projecto Mozambique LNG, cuja retoma cria novas oportunidades para o aprofundamento da cooperação económica e empresarial entre Moçambique e a República da Coreia. Segundo Salim Valá, a implementação destes projectos representa uma oportunidade não apenas para a exportação de gás natural liquefeito, mas também para a promoção da industrialização nacional, criação de emprego, desenvolvimento de infra-estruturas e fortalecimento da segurança energética regional. Neste contexto, o Ministro identificou diversas áreas susceptíveis de acolher investimento e participação de empresas coreanas, incluindo infra-estruturas energéticas, engenharia, logística, petroquímica, fertilizantes, produção de energia, construção naval, equipamentos industriais e serviços especializados ligados ao sector do gás natural. Minerais Estratégicos e Transição Energética O Ministro da Planificação e Desenvolvimento destacou igualmente o potencial de cooperação nos sectores da mineração e dos minerais críticos, enfatizando que Moçambique possui importantes reservas de grafite, lítio, titânio e outros minerais estratégicos indispensáveis para a transição energética global e para as cadeias de valor associadas às baterias e tecnologias limpas. Salim Valá reiterou que a visão do Governo passa por promover o processamento local dos recursos minerais, aumentar a incorporação de valor acrescentado e acelerar a industrialização do país, criando oportunidades para investimentos orientados para a transferência de tecnologia, inovação e desenvolvimento de competências. Confiança No Ambiente De Investimento Relativamente ao ambiente de negócios e à situação de segurança, o Ministro destacou os progressos registados na estabilização de várias regiões anteriormente afectadas por desafios de segurança, sublinhando que a retoma de grandes projectos de investimento constitui um sinal claro da crescente confiança dos investidores nas perspectivas económicas de Moçambique. O governante reiterou ainda o compromisso do Executivo com a melhoria contínua do ambiente de negócios, através da modernização administrativa, digitalização dos serviços públicos, aperfeiçoamento do quadro legal e fortalecimento dos mecanismos de facilitação do investimento. África e Coreia Reforçam Parceria Estratégica A Reunião Ministerial Coreia-África constitui um importante mecanismo de diálogo político e económico entre as duas regiões, abordando temas relacionados com comércio, investimento, tecnologia, energia, segurança alimentar, alterações climáticas, desenvolvimento sustentável e fortalecimento das cadeias globais de abastecimento. A participação de Moçambique neste encontro enquadra-se na estratégia nacional de diversificação de parcerias internacionais e mobilização de investimentos que contribuam para acelerar a transformação estrutural da economia nacional.
Moçambique Reforça Cooperação Estratégica Com A República Da Coreia Para Acelerar A Transformação Económica E O Desenvolvimento Sustentável

A República de Moçambique reafirmou o seu compromisso com o aprofundamento da cooperação estratégica com a República da Coreia, destacando a modernização da agricultura, a transformação digital, a industrialização sustentável e a valorização dos recursos energéticos e minerais como áreas prioritárias para impulsionar o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável. A posição foi apresentada pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Ismael Valá, durante a Reunião de Ministros dos Negócios Estrangeiros Coreia-África 2026, realizada em Seul sob o lema “Respostas Conjuntas Aos Desafios Globais: Solidariedade Coreia-África”. Na sua intervenção, o Ministro destacou que o actual contexto internacional é caracterizado por desafios complexos e interdependentes, incluindo alterações climáticas, insegurança alimentar, tensões económicas e comerciais, transição energética, transformação tecnológica e instabilidade geopolítica, factores que exigem respostas coordenadas e uma cooperação internacional mais efectiva. Segundo o governante, a solidariedade e a cooperação entre a República da Coreia e os países africanos assumem uma importância estratégica crescente para a construção de economias mais resilientes, inclusivas e sustentáveis. Parceria Em Expansão E Alinhada Com As Prioridades Nacionais O Ministro assinalou que as relações entre Moçambique e a República da Coreia atravessam actualmente um momento de grande dinamismo, marcado pelo fortalecimento da cooperação económica, tecnológica, infra-estrutural e de desenvolvimento humano. Neste contexto, destacou os progressos alcançados desde a realização da Cimeira Coreia-África de 2024, particularmente nas áreas da energia, minerais críticos, integração económica, segurança marítima e desenvolvimento sustentável. Para Moçambique, estas iniciativas demonstram o compromisso partilhado com uma cooperação orientada para resultados, capaz de promover a transformação económica, reforçar a resiliência das cadeias de valor e criar novas oportunidades de investimento e crescimento. Agricultura, Digitalização E Recursos Naturais Como Catalisadores Do Desenvolvimento A intervenção do Ministro colocou em evidência as prioridades definidas pela Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025-2044, documento que identifica a modernização da agricultura, a promoção da digitalização e a exploração sustentável dos recursos minerais e hidrocarbonetos como pilares fundamentais da transformação estrutural da economia moçambicana. Segundo explicou, a modernização da agricultura continua a ser determinante para o aumento da produtividade, reforço da segurança alimentar, criação de emprego e desenvolvimento das zonas rurais. Neste domínio, o Governo valorizou a cooperação estabelecida através da Iniciativa de Cooperação Alimentar Agrícola Coreia-África (KAFACI), reconhecendo o seu contributo para a partilha de conhecimento, inovação tecnológica e fortalecimento das capacidades produtivas. No que respeita à transformação digital, o Ministro destacou o papel crescente das tecnologias digitais na modernização da economia, melhoria da prestação de serviços públicos, inclusão social e promoção da competitividade empresarial. Energia E Industrialização No Centro Da Cooperação Económica O sector energético foi igualmente destacado como uma das áreas de maior potencial para o aprofundamento da cooperação bilateral. O Ministro reconheceu a participação de empresas coreanas como a KOGAS, Daewoo e Samsung nos projectos de gás natural liquefeito da Bacia do Rovuma, sublinhando a importância destas iniciativas para a industrialização, a criação de emprego e a transferência de conhecimento técnico e tecnológico. Salim Valá destacou particularmente o interesse manifestado pela empresa Daewoo em investir no estabelecimento de unidades de produção de fertilizantes em Moçambique, projecto que poderá contribuir para o processamento local do gás natural, fortalecimento da indústria transformadora, aumento da produtividade agrícola e expansão das exportações para os mercados regionais. Cooperação Para A Inovação, Resiliência E Transição Energética O Governo moçambicano manifestou igualmente interesse em aprofundar a cooperação com a República da Coreia em áreas emergentes e estratégicas para o futuro, incluindo hidrogénio verde, energias renováveis, inovação tecnológica, capacitação da juventude e desenvolvimento de competências técnicas e profissionais. A intervenção destacou ainda os resultados positivos da cooperação em áreas como energia solar, electrificação rural, gestão sustentável dos recursos hídricos, sistemas de alerta precoce e adaptação às alterações climáticas, iniciativas que têm contribuído para o fortalecimento da resiliência das comunidades e para a promoção do desenvolvimento sustentável. Construir O Futuro Através Da Cooperação Estratégica Ao concluir a sua participação, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento reiterou o firme compromisso de Moçambique com o fortalecimento da parceria estratégica entre África e a República da Coreia. O governante destacou que a conjugação entre os recursos naturais, o potencial humano e os mercados emergentes africanos, por um lado, e a experiência tecnológica, industrial e inovadora da Coreia, por outro, poderá criar novas oportunidades para acelerar a transformação económica, promover a industrialização sustentável e melhorar as condições de vida das populações. Para Moçambique, a cooperação internacional continua a ser um instrumento essencial para a concretização da Agenda Nacional de Desenvolvimento e para a construção de um futuro mais inclusivo, resiliente e sustentável para todos. Esta versão está mais alinhada com o estilo editorial e institucional normalmente utilizado no portal do MPD, privilegiando visão estratégica, prioridades de desenvolvimento e posicionamento do país.
Moçambique Participa no Fórum Global de Redução da Pobreza na China

O Governo de Moçambique, representado pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Cripton Vala, participa em Beijing, República Popular da China, entre os dias 26 a 28 de Maio corrente, no Fórum Global de Redução da Pobreza e Desenvolvimento que decorre sob o Lema: “Unindo os Esforços Globais para Avançar na Redução da Pobreza”. O evento é organizado pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China e constitui uma das principais plataformas internacionais de diálogo sobre pobreza, revitalização rural e desenvolvimento sustentável, alinhado com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e a Agenda 2030. O encontro reúne representantes governamentais, organizações internacionais, académicos, especialistas e o sector privado para debater estratégias e mecanismos de cooperação voltados para a redução da pobreza, inclusão social e desenvolvimento sustentável. A participação moçambicana acontece na qualidade de país co-fundador da Parceria Global para o Alívio da Pobreza e Desenvolvimento (GPPAD), uma iniciativa promovida pela China. Durante o evento, o timoneiro da planificação e desenvolvimento, irá participar na cerimónia de abertura, em sessões plenárias e em reuniões da Parceria Global para Alívio e Desenvolvimento da Pobreza (GPPAD), além de intervir em debates sobre a monitoria e alerta precoce, desenvolvimento verde, inclusão social e mobilização pública. O governante deverá apresentar as estratégias de Moçambique para a redução da pobreza e promoção do desenvolvimento económico inclusivo. A missão integra igualmente encontros institucionais e empresariais destinados ao reforço da cooperação internacional e à identificação de oportunidades de colaboração em áreas como agricultura sustentável, segurança alimentar, desenvolvimento rural e capacitação institucional. Fazem parte da delegação do País além de dirigentes da Embaixada de Moçambique na República Popular da China, os dirigentes e quadros da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), da Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze (ADVZ) e quadros do MPD.
(NOTA DE IMPRENSA) – Moçambique Participa No Fórum Global de Redução da Pobreza e Desenvolvimento, na China_F
Sistema Financeiro E Independência Económica: Uma Reflexão Estratégica Sobre Os Desafios Da Transformação Estrutural De Moçambique

O Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Cripton Valá, apresentou esta terça-feira, em Maputo, uma reflexão estratégica subordinada ao tema “Contribuição do Sistema Financeiro para o Alcance da Independência Económica”, colocando no centro do debate nacional o papel do sistema financeiro na transformação estrutural da economia moçambicana e na construção de um modelo de desenvolvimento mais inclusivo, sustentável e resiliente. A apresentação enquadra-se no contexto dos desafios actuais de Moçambique em acelerar a industrialização, diversificar a base produtiva, reforçar a integração económica nacional, gerar emprego sustentável e assegurar maior retenção interna da riqueza produzida no País. Na ocasião, o Ministro destacou que a independência económica não deve ser entendida como isolamento económico, mas sim como a capacidade crescente de um país financiar internamente o seu desenvolvimento, mobilizar os seus próprios recursos, fortalecer a produção nacional e reduzir vulnerabilidades externas estruturais. Segundo Salim Valá, o actual contexto global, marcado por tensões geopolíticas, fragmentação económica, pressões inflacionistas, choques energéticos e crescente competição internacional por capital e mercados, exige que Moçambique aprofunde a sua capacidade interna de financiamento da economia e de transformação produtiva. O governante observou que, apesar dos progressos registados nas últimas décadas, persistem desafios estruturais importantes relacionados com a limitada profundidade financeira, baixa mobilização de poupança interna, reduzida transformação industrial, fraca integração das cadeias produtivas nacionais e dependência significativa de exportações primárias. Neste contexto, a apresentação destacou a importância estratégica do aprofundamento do sistema financeiro nacional, incluindo o reforço da intermediação financeira, expansão do financiamento produtivo, dinamização do mercado de capitais e criação de instrumentos financeiros capazes de apoiar investimentos de longo prazo orientados para industrialização e desenvolvimento sustentável. Foi igualmente enfatizado que o sistema financeiro deve assumir um papel cada vez mais activo na transformação económica nacional, funcionando não apenas como mecanismo de circulação monetária, mas também como instrumento estruturante de mobilização de investimento, fortalecimento empresarial, inclusão financeira e promoção da competitividade da economia. A reflexão incidiu também sobre o potencial transformador associado aos grandes projectos de gás natural, infra-estruturas, energia, logística e indústria extractiva, defendendo-se a necessidade de maximizar o conteúdo local, reforçar a participação das empresas nacionais e promover maior retenção interna dos benefícios económicos gerados pelos investimentos estruturantes em curso no País. O Ministro sublinhou que os recursos naturais, por si só, não garantem desenvolvimento sustentável nem independência económica, sendo essencial transformá-los em capacidades produtivas nacionais, industrialização, emprego qualificado, inovação, capital humano e fortalecimento do tecido empresarial moçambicano. Ao abordar os desafios do desenvolvimento sustentável inclusivo, Salim Valá destacou igualmente a importância de assegurar que o crescimento económico produza impactos concretos sobre a redução das desigualdades, inclusão social, geração de oportunidades para os jovens e mulheres, expansão do empreendedorismo e melhoria da qualidade de vida das populações. A apresentação lançou ainda uma reflexão sobre o papel estratégico das instituições públicas, banca, Bolsa de Valores de Moçambique, investidores institucionais e sector privado na construção de uma arquitectura financeira capaz de sustentar a transformação estrutural da economia nacional. Segundo o Ministro, o fortalecimento do sistema financeiro nacional deverá contribuir para reduzir a excessiva dependência de financiamento externo, aumentar a capacidade interna de investimento e consolidar as bases de uma economia mais diversificada, integrada, competitiva e resiliente. A iniciativa insere-se no quadro mais amplo da visão do Governo orientada para a transformação económica de Moçambique, promoção da industrialização, fortalecimento do sector privado nacional e construção de um modelo de desenvolvimento sustentável, inclusivo e gerador de prosperidade para os moçambicanos.