Salim Valá Destaca Moçambique Como Parceiro Estratégico Da CoreiaDo Sul E Reforça Oportunidades De Cooperação EconómicaSeul, República da Coreia

O Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Cripton Valá, reafirmou o compromisso de Moçambique com o aprofundamento das relações económicas e de cooperação com a República da Coreia, destacando o país como um parceiro estratégico para a concretização dosobjectivos nacionais de industrialização, transformação económica e desenvolvimento sustentável. As declarações foram feitas no âmbito da participação de Moçambique na Reunião Ministerial Coreia-África, que decorre em Seul sob o lema “Parceria Para Respostas Conjuntas Aos Desafios Globais”, reunindo representantes governamentais de cinquenta países africanos, organizações regionais africanas e altas entidades governamentais sul-coreanas. Numa entrevista concedida à agência noticiosa Yonhap, o Ministro Salim Valá sublinhou que Moçambique oferece condições singulares para o investimento estrangeiro, destacando a abundância de recursos naturais, a localização geoestratégica privilegiada, a juventude da sua população e o elevado potencial de crescimento económico de longo prazo. O governante destacou igualmente que a experiência da República da Coreia, enquanto caso de sucesso de transformação económica e industrialização, constitui uma referência importante para-Moçambique, sobretudo nas áreas da indústriatransformadora, infra-estruturas, engenharia, energia, tecnologias digitais, construção naval e formação técnico-profissional. LNG e Industrialização No Centro Das Oportunidades No domínio energético, o Ministro destacou a importância estratégica dos projectos de gás natural em curso no país, em particular o projecto Mozambique LNG, cuja retoma cria novas oportunidades para o aprofundamento da cooperação económica e empresarial entre Moçambique e a República da Coreia. Segundo Salim Valá, a implementação destes projectos representa uma oportunidade não apenas para a exportação de gás natural liquefeito, mas também para a promoção da industrialização nacional, criação de emprego, desenvolvimento de infra-estruturas e fortalecimento da segurança energética regional. Neste contexto, o Ministro identificou diversas áreas susceptíveis de acolher investimento e participação de empresas coreanas, incluindo infra-estruturas energéticas, engenharia, logística, petroquímica, fertilizantes, produção de energia, construção naval, equipamentos industriais e serviços especializados ligados ao sector do gás natural. Minerais Estratégicos e Transição Energética O Ministro da Planificação e Desenvolvimento destacou igualmente o potencial de cooperação nos sectores da mineração e dos minerais críticos, enfatizando que Moçambique possui importantes reservas de grafite, lítio, titânio e outros minerais estratégicos indispensáveis para a transição energética global e para as cadeias de valor associadas às baterias e tecnologias limpas. Salim Valá reiterou que a visão do Governo passa por promover o processamento local dos recursos minerais, aumentar a incorporação de valor acrescentado e acelerar a industrialização do país, criando oportunidades para investimentos orientados para a transferência de tecnologia, inovação e desenvolvimento de competências. Confiança No Ambiente De Investimento Relativamente ao ambiente de negócios e à situação de segurança, o Ministro destacou os progressos registados na estabilização de várias regiões anteriormente afectadas por desafios de segurança, sublinhando que a retoma de grandes projectos de investimento constitui um sinal claro da crescente confiança dos investidores nas perspectivas económicas de Moçambique. O governante reiterou ainda o compromisso do Executivo com a melhoria contínua do ambiente de negócios, através da modernização administrativa, digitalização dos serviços públicos, aperfeiçoamento do quadro legal e fortalecimento dos mecanismos de facilitação do investimento. África e Coreia Reforçam Parceria Estratégica A Reunião Ministerial Coreia-África constitui um importante mecanismo de diálogo político e económico entre as duas regiões, abordando temas relacionados com comércio, investimento, tecnologia, energia, segurança alimentar, alterações climáticas, desenvolvimento sustentável e fortalecimento das cadeias globais de abastecimento. A participação de Moçambique neste encontro enquadra-se na estratégia nacional de diversificação de parcerias internacionais e mobilização de investimentos que contribuam para acelerar a transformação estrutural da economia nacional.
Moçambique Defende Nova Geração De Parcerias Com A República Da Coreia Para Impulsionar Agricultura, Digitalização, Energia E Industrialização

Salim Valá destaca potencial da cooperação Coreia -África para acelerar a transformação económica, fortalecer a resiliência e responder aos desafios globais . Seul, República da Coreia, 01 de Junho de 2026 – O Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Ismael Valá, defendeu hoje o aprofundamento da cooperação estratégica entre Moçambique, África e a República da Coreia, destacando a modernização da agricultura, a transformação digital, a valorização sustentável dos recursos energéticos e minerais, bem como a industrialização inclusiva, como áreas prioritárias para uma nova fase da parceria bilateral e multilateral. Intervindo na Reunião de Ministros dos Negócios Estrangeiros Coreia – África 2026, realizada em Seul sob o lema “Respostas Conjuntas Aos Desafios Globais: Solidariedade Coreia-África”, o governante sublinhou que o actual contexto internacional exige resposta s colectivas e parcerias estratégicas capazes de transformar desafios globais em oportunidades de desenvolvimento sustentável. Segundo o Ministro, o mundo enfrenta actualmente desafios complexos e interligados, incluindo conflitos geoestratégicos, alteraçõ es climáticas, insegurança alimentar, tensões económicas e comerciais, transição energética e rápidas transformações tecnológicas, circunstâncias que reforçam a necessidade de aprofundar mecanismos de cooperação internacional baseados na solidariedade, confiança mútua e prosperidade partilhada. Relações Bilaterais Vivem Momento De Excelência Na sua intervenção, Salim Valá assinalou que as relações entre Moçambique e a República da Coreia atravessam actualmente um período particularmente positivo, caracterizado pelo fortalecimento da cooperação económica, tecnológica, infra-estrutural e de desenvolvimento humano. O governante saudou igualmente os progressos registados desde a realização da Cimeira Coreia- África de 2024, destacando os avanços alcançados em domínios estratégicos como energia, minerais críticos, integração económica, segurança marítima e desenvolvimento sustentável. Segundo referiu, estas iniciativas demonstram o compromisso da República da Coreia em consolidar uma parceria estratégica, pragmática e orientada para resultados concretos, contribuindo para a resiliência das cadeias globais de valor e para o fortaleciment o das relações económicas entre a Coreia e os países africanos. Agricultura, Digitalização E Hidrocarbonetos No Centro Da Agenda De Desenvolvimento. O Ministro destacou que a Estratégia Nacional de Desenvolvimento de Moçambique 2025 – 2044 identifica três prioridades estruturantes para a transformação económica e social do país: a modernização da agricultura, a promoção da digitalização em diversos secto res e a exploração sustentável dos recursos minerais e hidrocarbonetos. Segundo explicou, estas áreas representam factores catalisadores para o aumento da produtividade, criação de emprego, diversificação económica, inclusão social e melhoria das condições de vida da população. No domínio agrícola, o governante reconheceu a relevância da cooperação estabelecida através da Iniciativa de Cooperação Alimentar Agrícola Coreia -África (KAFACI), mecanismo que tem contribuído para a partilha de conhecimento, inovação tecnológica e fortalecimento das capacidades produtivas. Relativamente à transformação digital, Salim Valá destacou a crescente participação da Coreia em iniciativas orientadas para a modernização tecnológica, reconhecendo o potencial da inovação digital para impulsionar a eficiência económica, melhorar os serviços públicos e promover novas oportunidades para a juventude moçambicana. Energia E Industrialização Como Plataformas De Cooperação Estratégica No sector energético, o Ministro sublinhou a importância da participação de empresas coreanas em projectos estruturantes de gás natural liquefeito na Bacia do Rovuma, com destaque para as empresas KOGAS, Daewoo e Samsung. Segundo afirmou, a cooperação na área do gás natural demonstra o potencial existente para transformar recursos energéticos em instrumentos de industrialização, geração de emprego qualificado, fortalecimento das capacidades produtivas nacionais e transferên cia de conhecimento técnico e tecnológico. O governante destacou particularmente o interesse manifestado pela empresa Daewoo no estabelecimento de unidades de produção de fertilizantes em Moçambique, iniciativa que poderá representar um importante exemplo de criação de valor local. De acordo com o Ministro, este projecto permitiria combinar o processamento doméstico do gás natural, o fortalecimento da indústria transformadora, o aumento da produtividade agrícola nacional e a criação de uma nova plataforma exportadora para os mercados da África Austral. Cooperação Deve Apoiar Transição Energética E Resiliência Climática A intervenção destacou igualmente os resultados positivos alcançados através da cooperação entre Moçambique e a Coreia nas áreas da energia solar, electrificação rural, gestão de recursos hídricos, sistemas de alerta precoce e adaptação às alterações climáticas. Segundo Salim Valá, estas iniciativas têm contribuído para reforçar a resiliência das comunidades e apoiar os esforços nacionais de desenvolvimento sustentável. Neste contexto, Moçambique manifestou interesse em aprofundar a colaboração com a República da Coreia em áreas emergentes e de elevado potencial transformador, incluindo hidrogénio verde, energias renováveis, inovação tecnológica, capacitação da juventude e desenvolvimento de competências técnicas e profissionais. Financiamento Ao Desenvolvimento Continua A Ser Prioridade . O Ministro aproveitou igualmente a ocasião para destacar a importância do Acordo -Quadro de Financiamento 2024-2028 celebrado com o Korean Exim Bank, no valor de mil milhões de dólares norte-americanos. Segundo referiu, este instrumento financeiro poderá desempenhar um papel importante na mobilização de recursos para projectos estruturantes alinhados com as prioridades nacionais de desenvolvimento económico e social. Uma Parceria Para O Futuro . Ao concluir a sua intervenção, Salim Valá reiterou o firme compromisso de Moçambique com o fortalecimento da parceria estratégica entre África e a República da Coreia. O governante defendeu que a conjugação entre os recursos naturais, o potencial humano e os mercados emergentes africanos, por um lado, e a experiência tecnológica, industrial e inovadora da Coreia, por outro, poderá contribuir para a construção de soluçõestransformadoras para os desafios globais contemporâneos. “Este é o momento para a nossa Mãe África enveredar pela trajectória do desenvolvimento económico sustentável, mas com face humana. E a República da Coreia poderá ser um dos parceiros de referência nesta empreitada da nossa geração”, afirmou.
Moçambique Reforça Cooperação Estratégica Com A República Da Coreia Para Acelerar A Transformação Económica E O Desenvolvimento Sustentável

A República de Moçambique reafirmou o seu compromisso com o aprofundamento da cooperação estratégica com a República da Coreia, destacando a modernização da agricultura, a transformação digital, a industrialização sustentável e a valorização dos recursos energéticos e minerais como áreas prioritárias para impulsionar o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável. A posição foi apresentada pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Ismael Valá, durante a Reunião de Ministros dos Negócios Estrangeiros Coreia-África 2026, realizada em Seul sob o lema “Respostas Conjuntas Aos Desafios Globais: Solidariedade Coreia-África”. Na sua intervenção, o Ministro destacou que o actual contexto internacional é caracterizado por desafios complexos e interdependentes, incluindo alterações climáticas, insegurança alimentar, tensões económicas e comerciais, transição energética, transformação tecnológica e instabilidade geopolítica, factores que exigem respostas coordenadas e uma cooperação internacional mais efectiva. Segundo o governante, a solidariedade e a cooperação entre a República da Coreia e os países africanos assumem uma importância estratégica crescente para a construção de economias mais resilientes, inclusivas e sustentáveis. Parceria Em Expansão E Alinhada Com As Prioridades Nacionais O Ministro assinalou que as relações entre Moçambique e a República da Coreia atravessam actualmente um momento de grande dinamismo, marcado pelo fortalecimento da cooperação económica, tecnológica, infra-estrutural e de desenvolvimento humano. Neste contexto, destacou os progressos alcançados desde a realização da Cimeira Coreia-África de 2024, particularmente nas áreas da energia, minerais críticos, integração económica, segurança marítima e desenvolvimento sustentável. Para Moçambique, estas iniciativas demonstram o compromisso partilhado com uma cooperação orientada para resultados, capaz de promover a transformação económica, reforçar a resiliência das cadeias de valor e criar novas oportunidades de investimento e crescimento. Agricultura, Digitalização E Recursos Naturais Como Catalisadores Do Desenvolvimento A intervenção do Ministro colocou em evidência as prioridades definidas pela Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025-2044, documento que identifica a modernização da agricultura, a promoção da digitalização e a exploração sustentável dos recursos minerais e hidrocarbonetos como pilares fundamentais da transformação estrutural da economia moçambicana. Segundo explicou, a modernização da agricultura continua a ser determinante para o aumento da produtividade, reforço da segurança alimentar, criação de emprego e desenvolvimento das zonas rurais. Neste domínio, o Governo valorizou a cooperação estabelecida através da Iniciativa de Cooperação Alimentar Agrícola Coreia-África (KAFACI), reconhecendo o seu contributo para a partilha de conhecimento, inovação tecnológica e fortalecimento das capacidades produtivas. No que respeita à transformação digital, o Ministro destacou o papel crescente das tecnologias digitais na modernização da economia, melhoria da prestação de serviços públicos, inclusão social e promoção da competitividade empresarial. Energia E Industrialização No Centro Da Cooperação Económica O sector energético foi igualmente destacado como uma das áreas de maior potencial para o aprofundamento da cooperação bilateral. O Ministro reconheceu a participação de empresas coreanas como a KOGAS, Daewoo e Samsung nos projectos de gás natural liquefeito da Bacia do Rovuma, sublinhando a importância destas iniciativas para a industrialização, a criação de emprego e a transferência de conhecimento técnico e tecnológico. Salim Valá destacou particularmente o interesse manifestado pela empresa Daewoo em investir no estabelecimento de unidades de produção de fertilizantes em Moçambique, projecto que poderá contribuir para o processamento local do gás natural, fortalecimento da indústria transformadora, aumento da produtividade agrícola e expansão das exportações para os mercados regionais. Cooperação Para A Inovação, Resiliência E Transição Energética O Governo moçambicano manifestou igualmente interesse em aprofundar a cooperação com a República da Coreia em áreas emergentes e estratégicas para o futuro, incluindo hidrogénio verde, energias renováveis, inovação tecnológica, capacitação da juventude e desenvolvimento de competências técnicas e profissionais. A intervenção destacou ainda os resultados positivos da cooperação em áreas como energia solar, electrificação rural, gestão sustentável dos recursos hídricos, sistemas de alerta precoce e adaptação às alterações climáticas, iniciativas que têm contribuído para o fortalecimento da resiliência das comunidades e para a promoção do desenvolvimento sustentável. Construir O Futuro Através Da Cooperação Estratégica Ao concluir a sua participação, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento reiterou o firme compromisso de Moçambique com o fortalecimento da parceria estratégica entre África e a República da Coreia. O governante destacou que a conjugação entre os recursos naturais, o potencial humano e os mercados emergentes africanos, por um lado, e a experiência tecnológica, industrial e inovadora da Coreia, por outro, poderá criar novas oportunidades para acelerar a transformação económica, promover a industrialização sustentável e melhorar as condições de vida das populações. Para Moçambique, a cooperação internacional continua a ser um instrumento essencial para a concretização da Agenda Nacional de Desenvolvimento e para a construção de um futuro mais inclusivo, resiliente e sustentável para todos. Esta versão está mais alinhada com o estilo editorial e institucional normalmente utilizado no portal do MPD, privilegiando visão estratégica, prioridades de desenvolvimento e posicionamento do país.
Moçambique Participa no Fórum Global de Redução da Pobreza na China

O Governo de Moçambique, representado pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Cripton Vala, participa em Beijing, República Popular da China, entre os dias 26 a 28 de Maio corrente, no Fórum Global de Redução da Pobreza e Desenvolvimento que decorre sob o Lema: “Unindo os Esforços Globais para Avançar na Redução da Pobreza”. O evento é organizado pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China e constitui uma das principais plataformas internacionais de diálogo sobre pobreza, revitalização rural e desenvolvimento sustentável, alinhado com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e a Agenda 2030. O encontro reúne representantes governamentais, organizações internacionais, académicos, especialistas e o sector privado para debater estratégias e mecanismos de cooperação voltados para a redução da pobreza, inclusão social e desenvolvimento sustentável. A participação moçambicana acontece na qualidade de país co-fundador da Parceria Global para o Alívio da Pobreza e Desenvolvimento (GPPAD), uma iniciativa promovida pela China. Durante o evento, o timoneiro da planificação e desenvolvimento, irá participar na cerimónia de abertura, em sessões plenárias e em reuniões da Parceria Global para Alívio e Desenvolvimento da Pobreza (GPPAD), além de intervir em debates sobre a monitoria e alerta precoce, desenvolvimento verde, inclusão social e mobilização pública. O governante deverá apresentar as estratégias de Moçambique para a redução da pobreza e promoção do desenvolvimento económico inclusivo. A missão integra igualmente encontros institucionais e empresariais destinados ao reforço da cooperação internacional e à identificação de oportunidades de colaboração em áreas como agricultura sustentável, segurança alimentar, desenvolvimento rural e capacitação institucional. Fazem parte da delegação do País além de dirigentes da Embaixada de Moçambique na República Popular da China, os dirigentes e quadros da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), da Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze (ADVZ) e quadros do MPD.
(NOTA DE IMPRENSA) – Moçambique Participa No Fórum Global de Redução da Pobreza e Desenvolvimento, na China_F
22.ª Sessão Do Observatório De Desenvolvimento Reforça Papel Do Planeamento Estratégico No Impulso aa Transformação Económica De Moçambique

O Ministério da Planificação e Desenvolvimento (MPD) realizou esta quarta-feira, na Cidade de Maputo, a 22.ª Sessão Plenária do Observatório de Desenvolvimento (OD), subordinada ao tema “Papel do Observatório de Desenvolvimento para uma planificação responsiva aos desafios socioeconómicos e oportunidades para a melhor operacionalização do PQG 2025–2029”. O evento reuniu membros do Governo, parceiros de cooperação, representantes do sector privado, organizações da sociedade civil, academia, juventude, sindicatos, partidos políticos e diversos actores nacionais de desenvolvimento, consolidando o Observatório de Desenvolvimento como um dos mais relevantes espaços nacionais de diálogo, reflexão estratégica e concertação em torno das prioridades do desenvolvimento sustentável de Moçambique. A sessão decorreu num contexto marcado por desafios económicos, climáticos, sociais e geopolíticos cada vez mais complexos, que colocam novas exigências sobre a capacidade de planificação, coordenação institucional, execução e monitoria das políticas públicas orientadas para o desenvolvimento nacional. Na intervenção de abertura, Sua Excelência Salim Cripton Valá, Ministro da Planificação e Desenvolvimento, destacou que Moçambique enfrenta actualmente o desafio estratégico de consolidar uma economia mais resiliente, produtiva, inclusiva e menos vulnerável aos choques internos e externos. Segundo o governante, a independência económica constitui um dos principais desafios do País, exigindo maior capacidade produtiva nacional, fortalecimento das cadeias de valor, industrialização, mobilização de poupança interna, estabilidade macroeconómica e transformação estrutural da economia. “O desenvolvimento não pode ser apenas um exercício de crescimento económico estatístico. Precisamos de transformar políticas públicas em resultados concretos na vida das populações”, afirmou o Ministro. Salim Valá sublinhou igualmente a importância de os instrumentos de planificação nacional serem realísticos, mensuráveis e orientados para resultados concretos, defendendo maior rigor na execução, monitoria e avaliação das políticas públicas. “O nosso foco deve ser o cumprimento escrupuloso dos planos, e não a justificação do incumprimento”, afirmou. Ao longo da sessão, os participantes reflectiram sobre questões centrais para o futuro do País, incluindo estabilidade macroeconómica, transformação estrutural da economia, financiamento ao desenvolvimento, geração de emprego, desenvolvimento do capital humano, resiliência climática, infra-estruturas estratégicas e aproveitamento do dividendo demográfico. Os debates estiveram organizados em torno dos cinco pilares estruturantes do Programa Quinquenal do Governo 2025-2029 (PQG), nomeadamente Unidade Nacional, Paz, Segurança e Governação; Transformação Estrutural da Economia; Transformação Social e Demográfica; Infra-estruturas, Organização e Ordenamento Territorial; e Sustentabilidade Ambiental, Mudanças Climáticas e Economia Circular. No domínio económico, foi reiterada a necessidade de acelerar a diversificação da economia, impulsionar a industrialização, fortalecer as Pequenas e Médias Empresas, aumentar a produtividade agrícola, promover maior processamento interno das matérias-primas e reduzir gradualmente a dependência externa da economia nacional. A sessão destacou igualmente a importância de reforçar a coordenação interinstitucional, a eficiência da despesa pública, a responsabilização e a capacidade de implementação das políticas públicas, garantindo maior alinhamento entre prioridades nacionais e intervenções sectoriais e territoriais. No contexto das recentes cheias e inundações registadas no País, foi também enfatizada a necessidade de Moçambique evoluir de abordagens predominantemente reactivas para modelos de desenvolvimento estruturalmente resilientes, incorporando a gestão do risco climático no centro da planificação nacional e do investimento público. O Ministro da Planificação e Desenvolvimento destacou que o futuro de Moçambique dependerá, em larga medida, da capacidade colectiva de transformar diálogo em acção, visão estratégica em execução efectiva e potencial económico em prosperidade partilhada. A 22.ª Sessão do Observatório de Desenvolvimento, Salim Cripton Valá, reafirmou, a importância do planeamento estratégico, da governação orientada para resultados e da participação inclusiva dos diversos actores nacionais no processo de construção de um modelo de desenvolvimento sustentável, resiliente e transformador para Moçambique.
Sistema Financeiro E Independência Económica: Uma Reflexão Estratégica Sobre Os Desafios Da Transformação Estrutural De Moçambique

O Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Cripton Valá, apresentou esta terça-feira, em Maputo, uma reflexão estratégica subordinada ao tema “Contribuição do Sistema Financeiro para o Alcance da Independência Económica”, colocando no centro do debate nacional o papel do sistema financeiro na transformação estrutural da economia moçambicana e na construção de um modelo de desenvolvimento mais inclusivo, sustentável e resiliente. A apresentação enquadra-se no contexto dos desafios actuais de Moçambique em acelerar a industrialização, diversificar a base produtiva, reforçar a integração económica nacional, gerar emprego sustentável e assegurar maior retenção interna da riqueza produzida no País. Na ocasião, o Ministro destacou que a independência económica não deve ser entendida como isolamento económico, mas sim como a capacidade crescente de um país financiar internamente o seu desenvolvimento, mobilizar os seus próprios recursos, fortalecer a produção nacional e reduzir vulnerabilidades externas estruturais. Segundo Salim Valá, o actual contexto global, marcado por tensões geopolíticas, fragmentação económica, pressões inflacionistas, choques energéticos e crescente competição internacional por capital e mercados, exige que Moçambique aprofunde a sua capacidade interna de financiamento da economia e de transformação produtiva. O governante observou que, apesar dos progressos registados nas últimas décadas, persistem desafios estruturais importantes relacionados com a limitada profundidade financeira, baixa mobilização de poupança interna, reduzida transformação industrial, fraca integração das cadeias produtivas nacionais e dependência significativa de exportações primárias. Neste contexto, a apresentação destacou a importância estratégica do aprofundamento do sistema financeiro nacional, incluindo o reforço da intermediação financeira, expansão do financiamento produtivo, dinamização do mercado de capitais e criação de instrumentos financeiros capazes de apoiar investimentos de longo prazo orientados para industrialização e desenvolvimento sustentável. Foi igualmente enfatizado que o sistema financeiro deve assumir um papel cada vez mais activo na transformação económica nacional, funcionando não apenas como mecanismo de circulação monetária, mas também como instrumento estruturante de mobilização de investimento, fortalecimento empresarial, inclusão financeira e promoção da competitividade da economia. A reflexão incidiu também sobre o potencial transformador associado aos grandes projectos de gás natural, infra-estruturas, energia, logística e indústria extractiva, defendendo-se a necessidade de maximizar o conteúdo local, reforçar a participação das empresas nacionais e promover maior retenção interna dos benefícios económicos gerados pelos investimentos estruturantes em curso no País. O Ministro sublinhou que os recursos naturais, por si só, não garantem desenvolvimento sustentável nem independência económica, sendo essencial transformá-los em capacidades produtivas nacionais, industrialização, emprego qualificado, inovação, capital humano e fortalecimento do tecido empresarial moçambicano. Ao abordar os desafios do desenvolvimento sustentável inclusivo, Salim Valá destacou igualmente a importância de assegurar que o crescimento económico produza impactos concretos sobre a redução das desigualdades, inclusão social, geração de oportunidades para os jovens e mulheres, expansão do empreendedorismo e melhoria da qualidade de vida das populações. A apresentação lançou ainda uma reflexão sobre o papel estratégico das instituições públicas, banca, Bolsa de Valores de Moçambique, investidores institucionais e sector privado na construção de uma arquitectura financeira capaz de sustentar a transformação estrutural da economia nacional. Segundo o Ministro, o fortalecimento do sistema financeiro nacional deverá contribuir para reduzir a excessiva dependência de financiamento externo, aumentar a capacidade interna de investimento e consolidar as bases de uma economia mais diversificada, integrada, competitiva e resiliente. A iniciativa insere-se no quadro mais amplo da visão do Governo orientada para a transformação económica de Moçambique, promoção da industrialização, fortalecimento do sector privado nacional e construção de um modelo de desenvolvimento sustentável, inclusivo e gerador de prosperidade para os moçambicanos.
Salim Valá Destaca Importância de Dados Fiáveis para Transformar a Agricultura

O Ministro de Planificação e Desenvolvimento, Salim Cripton Valá, afirmou esta quinta-feira, em Maputo, que a existência de dados estatísticos fiáveis constitui uma condição essencial para transformar a agricultura, acelerar o desenvolvimento rural e fortalecer o combate à pobreza em Moçambique.A posição foi defendida durante a apresentação dos resultados finais do III Censo Agro-Pecuário (CAP 2023/24), uma operação estatística considerada estratégica para melhorar a qualidade da planificação nacional e apoiar decisões públicas baseadas em evidências. Segundo o Ministro, numa conjuntura marcada por desafios ligados à segurança alimentar, mudanças climáticas, crescimento populacional, baixa produtividade agrícola e necessidade de industrialização, nenhum país consegue transformar a sua economia de forma sustentável sem conhecer profundamente a sua própria realidade económica, social e territorial. O CAP 2023/24 surge, assim, como uma ferramenta estratégica de inteligência económica e territorial, destinada a apoiar a formulação de políticas públicas mais eficientes, territorializadas e orientadas para resultados concretos na vida das populações.Durante a sua intervenção, o Ministro destacou que a agricultura permanece como um dos pilares estruturantes da economia moçambicana, desempenhando um papel decisivo na segurança alimentar, geração de emprego rural, abastecimento da agro-indústria, redução da pobreza e dinamização das exportações. Os resultados do Censo revelam que Moçambique possui actualmente cerca de 5,2 milhões de explorações agrícolas, das quais 38% são chefiadas por mulheres, facto que evidencia o papel central da mulher na produção alimentar nacional.O levantamento indica igualmente que cerca de 99,9% das explorações agrícolas pertencem ao segmento de pequenas e médias explorações, confirmando o peso dominante da agricultura familiar na economia rural moçambicana. Os dados mostram ainda que a área cultivada no País ultrapassa 6,5 milhões de hectares, o equivalente a aproximadamente 17,8% da terra arável disponível em Moçambique.Para o Governo, estes números revelam simultaneamente desafios estruturais e um enorme potencial de crescimento económico. Por um lado, o facto de mais de 84% das explorações agrícolas possuírem menos de dois hectares evidencia limitações ligadas à mecanização, irrigação, assistência técnica, financiamento e integração nos mercados. Por outro, demonstra que Moçambique continua a possuir uma das maiores reservas estratégicas de potencial agrícola do continente africano. O Ministro Salim Valá sublinhou que o futuro da transformação económica nacional dependerá da capacidade do País de converter a agricultura de subsistência numa agricultura comercial, integrada, resiliente e orientada para a agro-industrialização.Nesse contexto, os dados produzidos pelo CAP 2023/24 permitirão reforçar a qualidade da planificação nacional, apoiar decisões públicas mais inteligentes e orientar investimentos nas áreas da segurança alimentar, desenvolvimento rural, resiliência climática, infra-estruturas produtivas e cadeias de valor do agro-negócio.“O sucesso das políticas públicas dependerá cada vez mais da qualidade da evidência disponível”, afirmou o governante. O Ministro destacou igualmente que esta operação estatística representa um marco histórico para o Sistema Estatístico Nacional, por ser o primeiro Censo Agro-Pecuário a disponibilizar resultados oficiais e consolidados sobre produção agrícola estratégica, incluindo área cultivada e volume de produção, com desagregação até ao nível provincial e distrital.Os resultados do III Censo Agro-Pecuário irão alimentar directamente os instrumentos centrais da planificação nacional, incluindo a Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE 2025-2044) e o Programa Quinquenal do Governo (PQG 2025-2029).O Executivo acredita que a nova base de evidências permitirá melhorar significativamente a monitoria e avaliação das políticas públicas, assegurando maior coerência entre prioridades nacionais, recursos mobilizados e impactos concretos sobre a vida das populações. O levantamento revelou igualmente que o efectivo pecuário nacional inclui cerca de 2,4 milhões de bovinos, 4,2 milhões de caprinos e aproximadamente 16 milhões de galinhas de raça local, recursos considerados fundamentais para a segurança alimentar e nutricional das famílias moçambicanas.O Ministro recordou ainda que a agricultura ocupa a segunda posição entre os sectores mais financiados pelo Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), representando 27,20% do total dos 15.956 projectos apoiados em todo o País, ficando apenas atrás do comércio. Segundo o governante, estes investimentos estão a contribuir para o surgimento de iniciativas económicas de pequena escala lideradas sobretudo por jovens e mulheres nos distritos e municípios.Na sua mensagem final, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento destacou que as estatísticas oficiais não constituem um fim em si mesmas, mas sim instrumentos estratégicos para melhorar a qualidade das políticas públicas e acelerar o desenvolvimento inclusivo e sustentável. O governante agradeceu ao Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, ao Instituto Nacional de Estatística (INE), ao Banco Mundial, à FAO, às autoridades locais, associações de produtores, órgãos de comunicação social e à população moçambicana pela colaboração no sucesso da operação estatística.“O CAP 2023/24 oferece a Moçambique uma oportunidade histórica de transformar potencial em produtividade, crescimento em prosperidade partilhada e informação em decisões capazes de melhorar concretamente a vida dos moçambicanos”, concluiu Salim Cripton Valá.
Moçambique Reforça Aposta na Industrialização Verde Como Pilar da Transformação Económica

O Ministério da Planificação e Desenvolvimento, em coordenação com o Alto-Comissariado do Reino Unido em Moçambique realizou, esta quinta-feira, em Maputo, o Workshop Final subordinado ao tema “Green Manufacturing in Mozambique – Reposicionando a Economia Moçambicana na Nova Era Industrial”, no âmbito do Pacto de Crescimento Económico Inclusivo entre Moçambique e o Reino Unido. O evento constituiu um espaço estratégico de reflexão e alinhamento entre o Governo, parceiros de cooperação, sector privado, academia e sociedade civil sobre o papel da industrialização verde na transformação estrutural da economia moçambicana e no reforço da competitividade do País na nova economia global. Na sua intervenção de abertura, Sua Excelência Salim Cripton Valá, Ministro da Planificação e Desenvolvimento, destacou que Moçambique reúne condições excepcionais para afirmar-se como plataforma regional de indústrias verdes, beneficiando da combinação entre recursos energéticos abundantes, minerais críticos estratégicos, posição geográfica privilegiada e uma juventude dinâmica e ambiciosa. “O nosso propósito é transformar Moçambique numa economia moderna, competitiva e resiliente, capaz de agregar valor internamente aos recursos, integrar cadeias globais de alto valor acrescentado e criar oportunidades económicas para a juventude moçambicana”, afirmou o Ministro. O governante sublinhou que a industrialização verde representa uma escolha estratégica do País para acelerar a diversificação económica, reduzir dependências externas, criar empregos qualificados e promover a independência económica nacional. Segundo Salim Valá, a actual reorganização da economia mundial e a transição energética global criam oportunidades históricas para países capazes de alinhar sustentabilidade, competitividade e capacidade industrial. O Ministro destacou igualmente que Moçambique dispõe de instrumentos estruturantes de planificação e implementação, nomeadamente a Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE 2025–2044), o Programa Quinquenal do Governo (PQG 2025–2029) e o Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE 2026), todos orientados para a transformação estrutural da economia e a promoção de desenvolvimento inclusivo e sustentável. Durante o workshop foram identificadas oportunidades concretas em sectores como mobilidade eléctrica, agro-indústria sustentável, fertilizantes verdes, hidrogénio verde, reciclagem industrial, manufactura baseada em energia limpa e cadeias de valor ligadas aos minerais críticos. O evento permitiu igualmente consolidar os mecanismos de operacionalização do Pacto de Crescimento Económico Inclusivo entre Moçambique e o Reino Unido, iniciativa que prevê mobilizar até 3 mil milhões de dólares em investimento directo estrangeiro para sectores estratégicos da economia nacional. A abordagem assenta numa plataforma conjunta orientada para resultados, com mecanismos de monitoria contínua, coordenação interinstitucional e acompanhamento rigoroso da implementação de investimentos e reformas estruturais prioritárias. Na ocasião, o Ministro Salim Valá enfatizou que o potencial económico, por si só, não é suficiente para gerar desenvolvimento, defendendo a necessidade de execução consistente, disciplina institucional, previsibilidade regulatória e fortalecimento do ecossistema de investimento. “Moçambique enfrenta uma transformação económica histórica. Podemos escolher ser espectadores desta nova revolução industrial verde que está a transformar o mundo, ou podemos escolher ser protagonistas. Escolhemos ser protagonistas”, declarou. O Ministério da Planificação e Desenvolvimento reafirma, deste modo, o seu compromisso na liderança e coordenação das reformas e iniciativas orientadas para acelerar a industrialização sustentável, fortalecer a competitividade económica nacional e consolidar as bases da independência económica de Moçambique.
Governo Defende Resiliência Como Pilar Central Da Estratégia Nacional De Desenvolvimento

Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, defende integração da resiliência nas políticas económicas, territoriais e infra-estruturais para fortalecer a capacidade do país enfrentar choques climáticos e acelerar o desenvolvimento sustentável. O Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, defendeu, em Maputo, uma nova abordagem de desenvolvimento nacional baseada em resiliência, planeamento territorial e transformação estrutural da economia, no contexto da Conferência “Diálogo Sobre Resiliência”. Durante a sua intervenção, o governante destacou que Moçambique enfrenta actualmente desafios cada vez mais complexos associados às mudanças climáticas, urbanização acelerada, pressão sobre infra-estruturas, vulnerabilidades sociais e choques económicos externos, factores que exigem respostas estruturais e coordenadas do Estado. Segundo Salim Valá, os fenómenos climáticos extremos deixaram de constituir acontecimentos isolados e passaram a representar desafios permanentes ao desenvolvimento económico e social do país. “O grande desafio não é apenas reconstruir aquilo que foi destruído. O desafio é reconstruir melhor”, afirmou o ministro. O governante destacou que a recuperação pós-desastres deve servir igualmente para reorganizar o território, melhorar infra-estruturas, reduzir vulnerabilidades futuras e fortalecer a capacidade de resposta do país. Dados apresentados durante a conferência, no âmbito do Plano Global de Recuperação e Reconstrução Pós-Cheias 2026, indicam que as cheias registadas em Janeiro afectaram cerca de 724.131 pessoas em diferentes províncias do país. O levantamento realizado pelo Ministério da Planificação e Desenvolvimento, com apoio do PNUD e parceiros, aponta ainda para danos físicos estimados em cerca de 71,8 mil milhões de meticais (1,12 mil milhões USD) e perdas económicas avaliadas em aproximadamente 40,3 mil milhões de meticais (631 milhões USD). As estimativas oficiais indicam igualmente que as necessidades globais de recuperação e reconstrução resiliente ascendem actualmente a cerca de 102,27 mil milhões de meticais, equivalentes a aproximadamente 1,60 mil milhões USD. Na sua intervenção, Salim Valá defendeu que a resiliência deve ser integrada nas políticas industriais, agrícolas, energéticas, urbanas e infra-estruturais, promovendo um modelo de desenvolvimento mais preparado para enfrentar riscos climáticos e económicos. O ministro destacou igualmente a importância do fortalecimento das economias locais, da diversificação produtiva, do ordenamento territorial e do investimento em infra-estruturas resilientes. À margem do evento, em entrevista concedida ao O.Económico/Semanário Económico, o governante reiterou que a resiliência precisa assumir-se como política estrutural de desenvolvimento. “A resiliência não pode continuar a ser tratada apenas como resposta à emergência. Tem de ser transformada em política estrutural de desenvolvimento”, afirmou. Segundo Salim Valá, Moçambique possui igualmente potencial para transformar parte das suas vulnerabilidades em oportunidades estratégicas, através da valorização dos recursos naturais, agricultura, logística, integração energética regional e economia azul. O ministro defendeu ainda maior coordenação entre planeamento, finanças públicas, investimento privado e desenvolvimento territorial, sublinhando a necessidade de garantir que os recursos mobilizados contribuam efectivamente para a transformação estrutural da economia nacional.