Moçambique reúne Estado, sociedade civil e parceiros internacionais para definir consensos sobre o desenvolvimento até 2050

O Ministério da Planificação e Desenvolvimento (MPD), em parceria com a Fundação MASC, promove esta quarta-feira (08 de Julho), em Maputo, a Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável de Moçambique, um espaço de reflexão estratégica que pretende avaliar os últimos 25 anos do percurso de desenvolvimento do país, analisar os desafios do presente e construir consensos sobre as prioridades nacionais até 2050. Falando, nesta terça (07 de Julho), durante a conferência de imprensa de apresentação do evento, a Directora Nacional de Desenvolvimento Integrado do MPD, Deodete da Conceição Chachuio, explicou que a iniciativa terá como principal base de análise a Agenda 2025, a Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE) e outros instrumentos de reflexão produzidos por diferentes actores nacionais, incluindo organizações da sociedade civil. Segundo a responsável, o encontro surge como uma plataforma nacional de diálogo destinada a produzir recomendações concretas para reforçar a governação, acelerar o desenvolvimento económico e adaptar as estratégias públicas às novas exigências do país. “Pretende-se olhar para o passado, compreender o presente e perspectivar o futuro, a partir de uma análise inclusiva dos principais instrumentos que orientam o desenvolvimento nacional”, afirmou. A conferência contará com a participação de representantes do Governo, parceiros de cooperação, academia, sector privado, organizações da sociedade civil, juventude e especialistas nacionais e internacionais ligados às áreas de desenvolvimento, economia, governação e planeamento estratégico. De acordo com Deodete Chachuio, o evento será orientado pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, e culminará com a adopção da chamada “Declaração de Maputo”, documento que reunirá os consensos alcançados ao longo das discussões e que deverá servir de referência para a formulação de futuras políticas públicas e planos de acção. A responsável destacou que os consensos produzidos não deverão permanecer apenas no plano das recomendações, mas traduzir-se em medidas concretas sujeitas à monitoria por parte das instituições e da sociedade. “O objectivo é que os consensos sejam operacionalizados em planos de acção concretos e monitorados, permitindo que os cidadãos acompanhem os avanços, identifiquem desafios e contribuam para o aperfeiçoamento das estratégias de desenvolvimento”, sublinhou. Entre os principais temas em debate estarão a governação, a descentralização, o desenvolvimento económico local, a participação da juventude, a resiliência climática e a adaptação dos instrumentos de planeamento aos novos desafios enfrentados pelo país. Segundo o MPD, a necessidade de actualizar permanentemente as estratégias de desenvolvimento tornou-se ainda mais evidente face aos impactos provocados por fenómenos climáticos extremos, como cheias e secas, bem como pelos desafios socioeconómicos emergentes. Por sua vez, a Directora Executiva da Fundação MASC, Maura Martins, considerou que a conferência representa uma oportunidade para promover uma visão partilhada de desenvolvimento, envolvendo todos os sectores da sociedade na construção de soluções para os desafios nacionais. A dirigente destacou que Moçambique enfrenta desafios complexos relacionados com a pobreza, vulnerabilidade social, mudanças climáticas, eventos extremos, crescimento demográfico e criação de oportunidades para a juventude, factores que exigem respostas coordenadas e inclusivas. “Os desafios de desenvolvimento do país não podem ser resolvidos por uma única instituição. Governo, sociedade civil, sector privado, parceiros de cooperação e comunidades devem trabalhar em conjunto para encontrar soluções sustentáveis”, afirmou. Segundo Maura Martins, a sociedade civil desempenha um papel importante na criação de pontes entre as instituições e as comunidades, contribuindo para que as prioridades locais sejam incorporadas nos processos de planificação e implementação das políticas públicas. A conferência terá início às 08h30 com o registo dos participantes e contará com intervenções de representantes do Governo, parceiros internacionais e academia. Entre os momentos centrais destacam-se os painéis dedicados ao diagnóstico estratégico de Moçambique entre 2000 e 2025 e à definição de perspectivas e posicionamento estratégico para o período 2026–2050. O programa inclui ainda apresentações de especialistas de reconhecido mérito nacional e internacional, debates em plenário e sessões de consolidação estratégica, culminando com a leitura da Declaração da Conferência e o encerramento oficial pela Primeira-Ministra da República de Moçambique, Maria Benvinda Levi. A iniciativa enquadra-se nos esforços do Governo para reforçar a participação inclusiva na definição das prioridades nacionais e consolidar uma visão estratégica de longo prazo orientada para um desenvolvimento mais sustentável, resiliente e centrado nas necessidades dos cidadãos.
Moçambique Reúne Lideranças Nacionais e Internacionais Para Debater o Próximo Ciclo de Desenvolvimento

Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável de Moçambique realiza-se esta quarta-feira, 8 de Julho, em Maputo, sob o lema “Do Balanço à Acção – Rumo ao Desenvolvimento Integrado do País”. O Ministério da Planificação e Desenvolvimento realiza, nesta quarta-feira, dia 8 de Julho de 2026, no Centro Cultural Moçambique-China, em Maputo, a Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável de Moçambique, uma plataforma de alto nível destinada a promover um balanço sistemático e rigoroso do percurso de desenvolvimento do País e a consolidar consensos sobre as escolhas estratégicas que devem orientar Moçambique nas próximas décadas. Sob o lema “Do Balanço à Acção – Rumo ao Desenvolvimento Integrado do País”, a Conferência surge num momento particularmente decisivo para a trajectória nacional, marcado pela entrada em vigor da Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025–2044 (ENDE), pela visão do Pensar Moçambique 2050 e pela implementação do Programa Quinquenal do Governo 2025–2029. Mais do que um espaço de reflexão, a iniciativa pretende afirmar-se como um momento nacional de responsabilização colectiva, centrado numa questão essencial: Como transformar os progressos, os recursos e as oportunidades de Moçambique em desenvolvimento inclusivo, sustentável e gerador de bemestar para todos os cidadãos? A Conferência é presidida por Sua Excelência Daniel Francisco Chapo, Presidente da República de Moçambique, e com o encerramento de Sua Excelência Maria Benvinda Levi, Primeira-Ministra da República de Moçambique. Estarão igualmente presentes membros do Governo, académicos, líderes empresariais, representantes da sociedade civil, parceiros de cooperação, jovens, mulheres, membros da diáspora moçambicana, órgãos de comunicação social e especialistas nacionais e internacionais. Entre os convidados de destaque figura o Doutor Akinwumi Ayodeji Adesina, antigo Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, que fará uma comunicação que versará sobre a perspectiva africana e internacional sobre os desafios da transformação estrutural, da mobilização de recursos e do desenvolvimento sustentável. O programa está organizado em torno de dois grandes momentos de debate: (i) o dedicado ao diagnóstico estratégico de Moçambique entre 2000 e 2025, com enfoque nas conquistas alcançadas, nos constrangimentos persistentes e nas lições da Agenda 2025, e; (ii) orientado para a prospectiva e o posicionamento estratégico do País entre 2026 e 2050, com atenção à implementação da Estrategia Nacional de Desenvolvimento (ENDE 2025 – 2044), à diversificação económica, à criação de emprego, à transformação produtiva, à governação, à resiliência climática e ao financiamento do desenvolvimento. Os debates abordarão, entre outros temas, a relação entre crescimento económico e redução da pobreza, a transformação local dos recursos naturais, a industrialização, o papel do sector privado, o emprego jovem, o capital humano, a descentralização, o ambiente de negócios, a transformação digital, as receitas do gás e o Fundo Soberano de Moçambique. A Conferência deverá culminar com a adopção de uma Declaração da Conferência, bem como com a definição de um Mapa de Prioridades de Aceleração e de um Roteiro Nacional de Transformação, instrumentos que deverão contribuir para orientar reformas estruturais, responsabilidades institucionais e mecanismos de acompanhamento no actual ciclo de governação. A iniciativa reafirma o compromisso do Estado moçambicano com uma planificação de longo prazo, participativa e orientada para resultados concretos, colocando no centro do debate a necessidade de assegurar que o crescimento económico se traduza em oportunidades, emprego, coesão social e melhoria efectiva das condições de vida da população. A Conferência integra uma abordagem inclusiva e participativa, assegurando o envolvimento da juventude, das mulheres, da diáspora, do Parlamento Infantil, do sector privado, da academia, dos partidos políticos, das organizações profissionais, dos parceiros de desenvolvimento e dos órgãos de comunicação social, estando previsto no programa intervenções institucionais de alto nível, apresentações temáticas, debates em painel, sessões plenárias e a aprovação da “Declaração da Conferência.
Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável de Moçambique – (Faltam 2 dias)
RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DA AGENDA 2025 EM MOÇAMBIQUE
“coesão” e prioridades do Governo

Salim Valá Ministro da Planificação e Desenvolvimento sobre “coesão” e prioridades do Governo, que devem ser da mesma linha da notícia: O que o Ministro tem dito sobre coesão e prioridades do Governo * Coesão interna como pilar Durante a tomada de posse de novos dirigentes do Ministério, Valá disse que “a coesão interna será o pilar fundamental para assegurar que cada departamento cumpra a sua missão na construção do Estado moçambicano”. . Prioridade: Desenvolvimento inclusivo e redução de desigualdades* O Governo aprovou a ENDE 2025-2044 – Estratégia Nacional de Desenvolvimento. O objetivo é “promover um crescimento económico inclusivo, sustentável, resiliente e justo” com foco na “melhoria da qualidade de vida da população, a redução das desigualdades sociais e regionais”. . Prioridades do PQG 2025-2029* O Programa Quinquenal do Governo foca em: diversificação económica, criação de empregos, modernização de infra-estruturas e gestão sustentável dos recursos naturais. . Outras declarações recentes do Ministro* – Poupança interna: Defendeu mobilizar mais poupança interna e reorientar o sistema financeiro para agricultura e indústria, para acabar com a dependência externa. – Parceria com a China: Disse que Moçambique busca cooperação para “impulsionar a produtividade agrícola, criação de empregos e redução da pobreza rural”. – Acesso ao capital: Afirmou que a democratização do acesso ao capital exige reconhecer o valor da economia informal, porque muitos agricultores e pescadores estão à margem do crédito formal.
MPD Organiza Feira de Saúde Alusiva ao Dia Internacional da Função Pública

O Ministério da Planificação e Desenvolvimento (MPD) realizou na manhã desta Terça-feira (23), nas instalações da instituição, em Maputo, uma feira de saúde, alusiva ao Dia Internacional da Função Pública, que se assinala hoje dia 23 de Junho de 2026. O evento tinha como objectivo enaltecer a importância dos cuidados de saúde, consciencializando os funcionários para a adopção e manutenção de hábitos de vida saudáveis. A Feira de Saúde do MPD consistiu em sessões de testagem voluntária de HIV/SIDA, medição de pressão arterial e Glicemia. Os funcionários aderiam aos serviços e saudaram a iniciativa sublinhando que foi uma ideia positiva, o desejo é que ocasiões iguais, aconteçam por mais vezes.
Salim Valá Defende Literatura como Pilar do Desenvolvimento de Moçambique

Durante o lançamento do livro “Metamorfoses da Terra”, de Victor Máquina, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento afirmou que uma nação não se constrói apenas com estradas, hospitais e investimentos, mas também com cultura, memória, ética e pensamento crítico. Num tempo em que os debates sobre desenvolvimento costumam concentrar-se em estradas, pontes, energia, investimentos e crescimento económico, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Cripton Valá, lançou nesta quarta-feira, uma reflexão que procura alargar o conceito de progresso nacional. Falando na qualidade de representante de S.Excia. o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, durante a cerimónia de lançamento da obra, da autoria de Victor Domingos Máquina, realizada na Universidade Politécnica, em Maputo, Valá defendeu que o desenvolvimento de um país não pode ser medido apenas por indicadores económicos, mas também pela capacidade de preservar a sua cultura, valorizar a literatura e fortalecer a sua identidade colectiva. “A terra é muito mais do que uma questão económica ou legal. Para nós, africanos e particularmente para os moçambicanos, a terra é vida, é riqueza, é cultura, é memória, é pertença e é o lugar onde tudo acontece”, afirmou. A intervenção do governante foi muito além de uma simples apresentação literária. Ao comentar a obra, Salim Valá transformou o momento numa reflexão sobre a relação dos moçambicanos com a terra, a identidade cultural e os desafios de desenvolvimento de um país que continua a procurar caminhos para crescer sem perder as suas raízes. Partindo do título do livro, observou que a própria ideia de “metamorfose” remete para as profundas transformações que atravessam as comunidades, os territórios e as sociedades contemporâneas. “A vida está em constante transformação. As pessoas mudam, as comunidades mudam, a economia muda, a política muda e os territórios também mudam. Algumas mudanças são visíveis, outras acontecem silenciosamente no interior das famílias e das relações humanas”, observou. Para o dirigente, compreender essas transformações é essencial para construir um futuro mais equilibrado e inclusivo. E é precisamente aí que a literatura assume um papel que, muitas vezes, escapa aos debates políticos e económicos. Segundo explicou, os livros possuem uma capacidade singular de captar sentimentos, inquietações e mudanças que frequentemente ficam fora dos relatórios oficiais e das estatísticas. “Há coisas que os números não captam e que os relatórios não conseguem explicar. A literatura entra nesses espaços mais íntimos da experiência humana. Dá rosto às estatísticas, dá voz às emoções e ajuda-nos a compreender melhor quem somos”, defendeu. Desenvolvimento não é apenas crescimento económico Ao longo da sua intervenção, Salim Valá insistiu na necessidade de ampliar a compreensão sobre o significado de desenvolvimento. Na sua visão, um país não se constrói apenas através de obras públicas, investimentos privados ou crescimento do Produto Interno Bruto. “Um país não se constrói apenas com estradas, edifícios, hospitais, escolas ou empresas. Um país também se constrói com ideias, imaginação, cultura, pensamento e capacidade de narrar a sua própria história”, afirmou. O governante alertou que o progresso material, por si só, não garante o fortalecimento de uma nação. Para que o desenvolvimento seja sustentável, deve caminhar lado a lado com a preservação da identidade cultural e dos valores que unem a sociedade. Foi nesse contexto que recuperou uma reflexão do histórico líder tanzaniano Julius Nyerere, uma das figuras mais influentes da construção do pensamento africano pós-independência. “Não me peçam para escolher entre pão e cultura. Eu quero pão e quero cultura. Um povo que perde a sua identidade já perdeu quase tudo”, citou. A mensagem, segundo explicou, continua actual numa época em que muitos países enfrentam o desafio de modernizar as suas economias sem comprometer o património cultural e os valores das suas comunidades. “O desenvolvimento nunca se faz contra a cultura do povo. Faz-se a partir dela”, sublinhou. O valor da escrita e da memória colectiva Num dos momentos mais marcantes da sua intervenção, o Ministro destacou a importância dos escritores na preservação da memória colectiva e na construção da cidadania. Para Valá, escrever um livro continua a ser um acto de coragem num mundo cada vez mais dominado pela velocidade da informação e pela comunicação instantânea. “Muitas pessoas têm ideias, mas nem todas têm a coragem de transformá-las em palavras e partilhá-las com os outros. Escrever exige disciplina, persistência e generosidade”, afirmou. Na sua leitura, cada livro acrescenta uma nova peça ao património intelectual do país e oferece novas formas de compreender a sociedade. “Os escritores ajudam-nos a conhecer melhor o país, a preservar a memória, a compreender as mudanças do nosso tempo e a imaginar o futuro que queremos construir”, referiu. O titular da planificação e desenvolvimento, considera que uma sociedade que lê, reflecte e debate as suas próprias realidades está melhor preparada para enfrentar desafios e construir soluções duradouras. Um apelo à juventude Dirigindo-se particularmente aos jovens presentes no auditório, Salim Valá fez um apelo para o fortalecimento dos hábitos de leitura, classificando-os como uma ferramenta essencial para o desenvolvimento humano e intelectual. “Leiam. Leiam sempre que puderem. Leiam os nossos autores. Leiam Moçambique. Leiam o mundo”, exortou. Segundo afirmou, a leitura continua a ser uma das formas mais eficazes de ampliar horizontes, desenvolver pensamento crítico e compreender a diversidade de experiências humanas. O governante defendeu igualmente que famílias, escolas, universidades, bibliotecas e instituições públicas assumam um papel mais activo na promoção da leitura e da produção literária nacional. “Cada livro que nasce é uma porta que se abre. Cabe-nos atravessar essa porta, pensar mais, dialogar mais e valorizar mais os nossos autores”, declarou. Um livro sobre transformação A obra Metamorfoses da Terra, de Victor Máquina, foi apresentada como uma reflexão sobre as mudanças que moldam os territórios, as comunidades e as identidades humanas. Ao comentar o conteúdo da publicação, Salim Valá considerou que o livro surge num momento oportuno, ao convidar os leitores a reflectirem sobre a relação entre as pessoas e a terra que habitam, bem como sobre os processos de mudança social, económica e cultural que marcam o Moçambique contemporâneo. “Este livro deixa de pertencer apenas ao seu autor. Passa
ADIN Inicia Implementação Do Projecto RISE-PS Para Impulsionar Emprego, Inclusão Económica E Recuperação Sustentável Em Cabo Delgado

ADIN Inicia Implementação Do Projecto RISE-PS Para Impulsionar Emprego, Inclusão Económica E Recuperação Sustentável Em Cabo Delgado A Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN) lançou oficialmente, na cidade de Pemba, o Projecto Investimento Resiliente para o Empoderamento Socioeconómico, Paz e Segurança (RISE-PS), uma iniciativa estratégica avaliada em 28 milhões de dólares norte-americanos, destinada a acelerar a recuperação económica, fortalecer a resiliência das comunidades e promover a inclusão social na província de Cabo Delgado. A iniciativa surge num contexto de consolidação dos esforços de estabilização, reconstrução e desenvolvimento sustentável da região, constituindo mais um passo concreto na materialização da visão do Governo de promover oportunidades económicas, emprego e melhoria das condições de vida das populações. Com um forte enfoque na inclusão produtiva e no fortalecimento do tecido económico local, o projecto prevê a criação directa de 24.000 postos de trabalho, dos quais 60% serão destinados a jovens entre os 18 e os 35 anos de idade e 50% reservados a mulheres. Estima-se que mais de 100.000 pessoas venham a beneficiar directa ou indirectamente das intervenções previstas. A implementação do RISE-PS abrangerá inicialmente os distritos de Palma e Ancuabe, considerados prioritários no actual processo de recuperação económica e social de Cabo Delgado. Emprego, Empreendedorismo E Desenvolvimento Local Entre os principais componentes do projecto destaca-se o apoio a cerca de 2.000 micro, pequenas e médias empresas (PME), através de programas de capacitação, assistência técnica, fornecimento de equipamentos e facilitação do acesso a financiamento. Esta componente pretende reforçar a capacidade produtiva das empresas locais, estimular o empreendedorismo e criar condições para uma maior participação dos operadores económicos nacionais nas oportunidades emergentes associadas ao desenvolvimento da província. O projecto contempla igualmente a construção de uma Aldeia de PME em Afungi, distrito de Palma, concebida para impulsionar actividades agro-industriais e fortalecer cadeias de valor locais, contribuindo para a diversificação da economia e para a geração sustentável de rendimento. Desenvolvimento Como Instrumento De Paz E Resiliência Falando na cerimónia de lançamento, o Governador da Província de Cabo Delgado e Presidente do Comité Directivo do Projecto, Valige Tauabo, destacou a importância da iniciativa como instrumento de promoção da paz, coesão social e desenvolvimento sustentável. O dirigente apelou aos parceiros de implementação para assegurarem uma forte participação das comunidades locais, particularmente dos jovens, sublinhando que o fortalecimento das PME e a criação de oportunidades económicas constituem elementos fundamentais para reduzir vulnerabilidades sociais e consolidar a estabilidade na província. Por sua vez, o representante do Ministério da Planificação e Desenvolvimento, Deodete Chachuaio, enfatizou a necessidade de garantir que os recursos mobilizados beneficiem efectivamente os destinatários previstos, maximizando o impacto económico e social da iniciativa. Parceria Para O Desenvolvimento Sustentável O RISE-PS é financiado através de um pacote de investimentos que reúne contribuições do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), do Governo da Alemanha, do sector privado e do Estado moçambicano. A implementação será liderada pela ADIN, em coordenação com o PNUD, o Governo Provincial de Cabo Delgado e organizações da sociedade civil. A iniciativa reflecte a crescente convergência entre os esforços de desenvolvimento económico, inclusão social e construção da paz, reafirmando o compromisso do Governo e dos seus parceiros com a recuperação sustentável e a transformação socioeconómica do norte de Moçambique. O lançamento do RISE-PS representa, assim, um marco importante na agenda de desenvolvimento de Cabo Delgado, colocando o emprego, o empreendedorismo e a capacitação das comunidades no centro da estratégia de reconstrução e prosperidade da província.
Moçambique Defende No Fragility Forum 2026 Uma Abordagem Integrada Entre Combate À Pobreza E Fortalecimento Institucional

O Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Sua Excelência Salim Cripton Valá, participou, esta semana, no Fragility Forum 2026 , promovido pelo Grupo Banco Mundial, em Washington D.C., Estados Unidos da América, onde apresentou a visão e experiência de Moçambique sobre os desafios e oportunidades do desenvolvimento em contextos de fragilidade, conflito e vulnerabilidade. A participação do Ministro ocorreu no painel subordinado ao tema “Pragmatismo Baseado em Princípios: Lições Práticas Para Viabilizar o Compromisso Governamental em Situações de Fragilidade, Conflito e Violência” , que reuniu representantes governamentais, especialistas internacionais e parceiros de desenvolvimento para debater estratégias que permitam acelerar o desenvolvimento sustentável em países confrontados com desafios estruturais complexos. Na sua intervenção, Sua Excelência Salim Valá defendeu que o financiamento ao desenvolvimento não deve ser encarado como uma escolha entre responder às necessidades das populações mais vulneráveis e fortalecer as instituições públicas. Segundo o Ministro, estas duas dimensões devem caminhar em simultâneo para assegurar resultados sustentáveis e transformadores. O governante sublinhou que as necessidades sociais devem orientar onde os investimentos devem ser realizados, enquanto o compromisso governamental e o fortalecimento institucional devem orientar a forma como esses investimentos são implementados, monitorad os e transformados em benefícios concretos para os cidadãos. Durante o debate, o Ministro apresentou indicadores que ilustram os desafios e as oportunidades de desenvolvimento de Moçambique, destacando que o país continua empenhado em acelerar a redução da pobreza, combater as desigualdades sociais, criar mais empregos de qualidade, promover o empreendedorismo, apoiar as micro, pequenas e médias empresas e reforçar a capacidade do Estado para prestar melhores serviços públicos. Salim Valá enfatizou igualmente a importância estratégica do dividendo demográfico, recordando que cerca de 80 por cento da população moçambicana tem menos de 35 anos, o que exige uma aposta reforçada na educação, qualificação profissional, inovação, empreendedorismo e inclusão económica dos jovens. O Ministro destacou ainda que as prioridades apresentadas no Fragility Forum encontram-se plenamente alinhadas com aEstratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE 2025 –2044), instrumento orientador da transformação económica e social do país, que preconiza um crescimento económico inclusivo, de base larga e diversificada, com especial enfoque na juventude, nas zonas rurais e no fortalecimento do sector privado nacional. Na ocasião, Sua Excelência Salim Valá defendeu que o sucesso das reformas depende da existência de uma visão nacional partilhada, de instituições sólidas e de uma forte apropriação das políticas públicas pelos diferentes actores da sociedade. O governante apelou igualmente aos parceiros internacionais para continuarem a apoiar os países em desenvolvimento através de mecanismos de financiamento previsíveis, de longo prazo e orientados para o fortalecimento das capacidades institucionais, por for ma a garantir que os investimentos realizados produzam impactos duradouros na vida das populações. A participação de Moçambique no Fragility Forum 2026 permitiu partilhar experiências nacionais, reforçar o diálogo com parceiros internacionais e reafirmar o compromisso do país com a promoção do desenvolvimento inclusivo, da resiliência económica e da transformação estrutural sustentável
Moçambique Defende Em Washington Nova Abordagem De Desenvolvimento Económico Para Reduzir Fragilidades E Reforçar A Resiliência Das Comunidades

Washington D.C., Estados Unidos da América — Moçambique está a defender uma nova abordagem para enfrentar os desafios associados à fragilidade, vulnerabilidade e exclusão socioeconómica, baseada na promoção do desenvolvimento económico local, na criação de oportunidades de emprego e rendimento e no fortalecimento da capacidade das comunidades para liderarem os seus próprios processos de desenvolvimento. A posição foi apresentada pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, à margem do Fragility Forum 2026, evento promovido pelo Grupo Banco Mundial que reúne líderes governamentais, instituições multilaterais, especialistas e parceiros internacionais para debater soluções inovadoras para os desafios da fragilidade, conflito e violência. O Ministro integra a delegação moçambicana liderada por Sua Excelência Daniel Francisco Chapo, Presidente da República de Moçambique, que participa no fórum a convite do Banco Mundial. Segundo Salim Valá, a experiência acumulada por Moçambique nos últimos anos demonstra a necessidade de evoluir de abordagens predominantemente centradas na resposta securitária e assistencialista para modelos de desenvolvimento económico inclusivo e sustentável, capazes de atacar as causas estruturais das vulnerabilidades. “Estamos a promover uma mudança de paradigma. A construção da estabilidade duradoura exige que as comunidades tenham acesso a oportunidades económicas, emprego, rendimento e participação activa nos processos de desenvolvimento. O desenvolvimento económico local deve constituir uma componente central das estratégias de prevenção da fragilidade e de fortalecimento da resiliência”, destacou o governante. Neste contexto, o Ministro apresentou aos participantes do fórum um conjunto de iniciativas em implementação no Norte de Moçambique, apoiadas pelo Banco Mundial e por outros parceiros de desenvolvimento, que procuram criar condições para uma transformação económica inclusiva e sustentável dos territórios mais vulneráveis do país. Entre as iniciativas destacadas figura o Projecto Conecta Negócios, implementado sob coordenação da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), que continua a apoiar micro, pequenas e médias empresas através de instrumentos de financiamento, capacitação empresarial e integração em cadeias de valor. Actualmente, o programa dispõe de mais de 642 milhões de meticais para novas janelas de financiamento que serão lançadas ao longo de 2026. O Ministro destacou igualmente o futuro Projecto de Emprego, Coesão Social e Inclusão Económica no Norte de Moçambique (MozComunidades), actualmente em fase final de preparação. Com um orçamento de 250 milhões de dólares e horizonte de implementação de oito anos, o programa pretende promover o emprego, fortalecer a inclusão económica, reforçar a coesão social e ampliar as oportunidades de desenvolvimento para as comunidades das províncias de Cabo Delgado, Nampula e Niassa. Salim Valá referiu ainda que esta nova geração de programas sucede a importantes intervenções implementadas nos últimos anos, incluindo o Projecto de Recuperação da Crise do Norte (NCRP) e o Projecto MozNorte, que mobilizaram recursos significativos para apoiar a recuperação económica e social da região. Paralelamente, o Projecto de Desenvolvimento Urbano do Norte de Moçambique (PDUNM) continua a apoiar o fortalecimento das infra-estruturas urbanas e da capacidade institucional dos municípios de Pemba, Montepuez, Nacala e Nampula, contribuindo para a criação de ambientes mais favoráveis ao investimento e ao desenvolvimento económico. O Ministro sublinhou que estas iniciativas se enquadram numa visão mais ampla de desenvolvimento territorial e transformação económica inclusiva, alinhada com os objectivos nacionais de redução da pobreza, criação de emprego e fortalecimento da resiliência das comunidades. Durante os encontros realizados em Washington, Salim Valá destacou igualmente a importância do novo Quadro de Parceria entre Moçambique e o Grupo Banco Mundial para o período 2026-2031, que prevê a mobilização de um envelope financeiro global estimado em 10 mil milhões de dólares para apoiar prioridades nacionais relacionadas com a estabilidade macroeconómica, desenvolvimento do sector privado, infra-estruturas estratégicas, resiliência climática e criação de oportunidades para a juventude. O governante reiterou que Moçambique continuará a defender uma abordagem integrada que combine crescimento económico, inclusão social, fortalecimento institucional e adaptação climática como pilares fundamentais para a construção de uma economia mais resiliente e de uma sociedade mais próspera. A participação de Moçambique no Fragility Forum 2026 constitui uma oportunidade para partilhar experiências nacionais, reforçar parcerias internacionais e contribuir para o debate global sobre soluções sustentáveis para os desafios da fragilidade e do desenvolvimento.